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1 mês

Após extradição de Saab, Venezuela não se reúne com oposição

17/10/2021 11h38

CARACAS, 17 OUT (ANSA) - A delegação do governo da Venezuela que deveria ir para a Cidade do México neste fim de semana para a quarta rodada de negociações com os opositores desistiu de participar do encontro após a extradição do empresário Alex Saab por ordem dos Estados Unidos.   

O colombiano é muito próximo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e foi extraditado de Cabo Verde para Miami entre a noite deste sábado (16) e a madrugada deste domingo (17). Ele estava preso no país desde junho do ano passado.   

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, principal expoente da comitiva do governo, considerou a extradição como um "sequestro", segundo o jornal "Ultimas Noticias".   

"A vida de Saab está em perigo por obra de um sistema judiciário instrumentalizado para atacar a Venezuela. Essa ação ilegal e desumana, danosa para o direito internacional, constitui um novo ato de agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, dado que Saab está inserido em nosso país como membro a pleno direito do processo de diálogo e negociação que está sendo realizado no México", disse ainda Rodríguez à publicação.   

Saab e seu parceiro de negócios Alvaro Pulido são acusados nos EUA de terem gerido uma rede que se aproveitava de ajudas humanitárias e de alimentos enviados à Venezuela, e também por lavagem de dinheiro, em valor estimado de US$ 350 milhões.   

A quarta rodada de negociações deveriam começar neste domingo em vista das eleições legislativas de novembro. Até o momento, os encontros intermediados pela Noruega e realizados na Cidade do México desde agosto estavam apresentando bons resultados. O principal deles é a liberação de uma maior quantidade de partidos de oposição no pleito. (ANSA).   

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