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Candidato da extrema-direita francesa é agredido em comício

Candidato à presidência da França, Eric Zemmour, foi agredido em comício em Villepinte, cidade próxima da capital Paris - Olivier Ubéda, pour Eric Zemmour/AFP
Candidato à presidência da França, Eric Zemmour, foi agredido em comício em Villepinte, cidade próxima da capital Paris Imagem: Olivier Ubéda, pour Eric Zemmour/AFP

Villepinte, França

06/12/2021 15h02

O candidato de extrema-direita à Presidência da França, Eric Zemmour, foi agredido por um homem durante um comício eleitoral em Villepinte no fim de semana.

Segundo sua comitiva, ele sofreu uma lesão no pulso e recebeu um atestado médico de nove dias.

O agressor foi preso, ainda conforme os assessores do político.

O evento foi marcado por muita tensão dado os pronunciamentos considerados racistas e xenófobos do francês. No entanto, o homem responsável pela violência não estaria ligado a nenhum grupo que estava protestando em frente ao local do evento.

Durante o comício, Zemmour havia dito que sua vitória nas eleições seria uma "reconquista" e que, por isso, seu partido seria batizado com esse nome.

A escolha não é por acaso. O período histórico conhecido como "Reconquista" foi o momento em que as forças cristãs expulsaram os governantes muçulmanos da Península Ibérica. Ele ocorreu em dois momentos: em 718 d.C. e em 1492.

Nesta segunda-feira (6), a comitiva informou que uma reunião com apoiadores que estava marcada para este dia 7 de dezembro em Lyon foi adiada. Apesar de dizer que a suspensão não estava relacionada à agressão, não foram dados os motivos do adiamento.

Os assessores informaram que a viagem para a Armênia, marcada para os dias 11 a 14 de dezembro, segue confirmada.

Zemmour vem em uma crescente no setor da extrema direita francesa e já se coloca como principal candidato desses grupos, superando Marine Le Pen, história representante da ultradireita da França. As pesquisas de opinião indicam que seria ele o possível concorrente em um segundo turno contra o atual presidente, Emmanuel Macron no pleito do ano que vem.

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