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M5S descarta apoio a Berlusconi para presidente

07/12/2021 11h55

ROMA, 7 DEZ (ANSA) - Tentando emplacar sua candidatura a presidente da República, o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi levou um "não" do partido com a maior bancada no Parlamento, o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).   

"O M5S não tem Silvio Berlusconi como candidato. Respeito o líder de outra força política, mas precisamos de um presidente que possa unir o país e ser o fiador de todos, e não apenas de uma parte", disse o também ex-premiê e presidente do movimento, Giuseppe Conte, em entrevista à emissora La7.   

A declaração chega após Berlusconi, mandatário do partido conservador Força Itália (FI), ter feito afagos públicos no M5S, partido que ele sempre criticou por sua postura populista, antissistema e eurocética.   

"Os percursos, os objetivos, os princípios e os valores [do M5S e do FI] se demonstraram diametralmente opostos ao longo do tempo. Existe respeito com uma figura que teve um papel importante no país, fez até algumas coisas boas. Mas, graças a um conflito de interesses generalizado, fez coisas que não estão no DNA do M5S", reforçou Conte.   

Para se eleger presidente da República, o candidato precisa obter maioria qualificada de dois terços dos cerca de mil votos no Parlamento em sufrágio secreto. Se esse quórum não for alcançado nas três primeiras tentativas, passa a ser exigida apenas maioria simples.   

Berlusconi tem penetração em partidos de direita e centro, mas enfrenta resistência na esquerda e no M5S. Para tentar furar esse bloqueio, o ex-premiê elogiou recentemente a renda de cidadania, espécie de bolsa família da Itália e bandeira do movimento antissistema, e disse que os "cinco estrelas deram voz a um incômodo real, que merece respeito, atenção e respostas".   

Além de Berlusconi, outro nome cotado para substituir o presidente Sergio Mattarella é o atual primeiro-ministro Mario Draghi, o que deixaria vago o comando do governo e poderia colocar a Itália no caminho de eleições antecipadas, hipótese que não agrada à maioria dos partidos.   

No entanto, é comum que grupos políticos escondam seus candidatos a chefe de Estado para evitar queimá-los antes da hora. O mandato de sete anos de Mattarella termina em fevereiro, e seu substituto deve ser escolhido em janeiro. (ANSA).   

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