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OMS diz que vacinação contra covid-19 obrigatória é 'último recurso'

Getty Images
Imagem: Getty Images

07/12/2021 16h36

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a Europa, Hans Kluge, lançou nesta terça-feira (7) um apelo para que a obrigatoriedade da vacinação contra o novo coronavírus seja imposta apenas "como último recurso".

"A obrigatoriedade em relação à vacina é um último recurso absoluto e aplicável apenas quando todas as opções viáveis para melhorar as taxas de vacinação tiverem sido esgotadas", disse ele.

Kluge ressaltou ainda que as crianças na faixa etária entre 5 e 14 anos representam as taxas mais altas de infecção por covid-19 na Europa e, portanto, é preciso manter uma melhor proteção nos pequenos.

Para evitar novos fechamentos de escolas e o retorno do ensino à distância, o diretor da OMS recomenda fortalecer os testes escolares e considerar a vacinação dos alunos.

"O uso de máscaras faciais, assim como testes, deve ser a norma em todas as escolas primárias e a vacinação de crianças deve ser discutida e considerada nacionalmente a fim de proteger as escolas", disse Kluge.

De acordo com a OMS, atualmente os casos estão aumentando em todas as faixas etárias". Os casos e mortes por coronavírus mais do que dobraram nos últimos dois meses nos 53 países.

"À medida que as férias escolares se aproximam, devemos também reconhecer que as crianças contaminam seus pais e avós em casa, com um risco 10 vezes maior de esses adultos serem hospitalizados ou morrerem não vacinados", acrescentou Kluge.

A região europeia, que vai até a Ásia Central, é considerada o epicentro global da pandemia por semanas, sendo responsável por 70% dos casos e 61% das mortes em todo o mundo, segundo relatório epidemiológico semanal da agência de saúde da organização.

Em decorrência do aumento na quantidade de casos, diversos países, como Itália, Alemanha e Áustria, estão endurecendo as medidas restritivas para pessoas não vacinadas.

Quanto à variante Ômicron, Kluge informou que, até ontem, havia 432 casos confirmados da nova variante em território europeu, incluindo 21 países.