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Ex-guarda de campo nazista de 101 anos é condenado a prisão

Joseph Schuetz trabalhou no campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha - ANNEGRET HILSE/REUTERS
Joseph Schuetz trabalhou no campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha Imagem: ANNEGRET HILSE/REUTERS

28/06/2022 10h45

Um dos ex-guardas do campo de concentração nazista Sachsenhausen, Joseph Schuetz, 101 anos, foi condenado a cinco anos de prisão por cumplicidade em crimes de guerra nesta terça-feira (28).

O alemão, que é a pessoa mais velha a ser julgada por crimes do tipo, foi acusado de envolvimento no homicídio de 3.518 prisioneiros do campo de concentração, que ficou ativo entre os anos de 1936 e 1945 em Oranienburg.

Conforme os procuradores, o ex-guarda "ajudou e incentivou a execução por fuzilamento de prisioneiros de guerra soviéticos em 1942", além do assassinato de prisioneiros "usando o gás venenoso Zyklon B".

Schuetz tinha 21 anos na época dos crimes e trabalhou em Sachsenhausen entre 1942 e 1945.

Durante o julgamento em Brandemburgo, iniciado em 2021, o ex-guarda afirmou que era "inocente" e chegou a dizer que "não sabia o que estava fazendo" ali. No entanto, em seus depoimentos ao júri, Schuetz se contradisse mais de uma vez e até chegou a negar que trabalhou como guarda no local - algo refutado por diversos documentos da época.

A defesa do homem anunciou que irá recorrer da decisão, mas mesmo com a pena, é muito difícil que Schuetz vá para a cadeia por conta da sua idade e de problemas de saúde.

Segundo dados oficiais, o campo de concentração Sachsenhausen recebeu mais de 200 mil prisioneiros durante a época em que ficou em funcionamento, incluindo judeus, ciganos, homossexuais e prisioneiros de guerra. Milhares morreram ali de fome, trabalho forçado, fuzilamentos ou foram assassinados em experimentos médicos. Apenas ao fim da guerra, o local foi libertado por tropas soviéticas.

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