Cientistas descobrem vermes que soltam 'bombas de luz' no mar

Um grupo de vermes fosforescentes que soltam partes do corpo como pequenas "bombas" para confundir predadores foi descoberto no fundo do mar, informaram cientistas da University of California San Diego.

Os animais, que vivem a 3.700 metros de profundidade na costa oeste americana, foram batizados de vermes Swima e descritos na revista especializada Science.

Para os cientistas, as criaturas poderiam estar espalhadas por todos os oceanos e indicam a extensão da biodiversidade ainda a ser descoberta no mar.

A principal autora do estudo, a oceanógrafa Karen Osborn, disse à BBC que sua equipe encontrou os vermes acidentalmente, quando explorava as águas profundas da região com veículos submersíveis de controle remoto.

"Nos deparamos com eles e os achamos bastante interessantes, primeiro, por causa de sua bioluminescência", disse ela.

"Quando os trouxemos para cima e nos demos conta de que eles eram diferentes de tudo que já havia sido descrito antes, ficamos ainda mais interessados." Descoberta Ao trazer outros vermes para a superfície, os cientistas se deram conta de que haviam descoberto um grupo de animais previamente desconhecido.

Cada uma das sete espécies encontradas até agora é transparente, exceto o intestino, e todos os vermes produzem uma bioluminescência colorida.

Os pesquisadores agora investigam quais as substâncias químicas que produzem sua cor brilhante.

Os animais também são excelentes nadadores - usam nadadeiras laterais que parecem pinceis como remos.

Além disso, cinco das espécies encontradas soltam "bombas fosforescentes", que provavelmente servem para distrair os predadores enquanto o verme escapa. A primeira dessas espécies foi batizada pelos cientistas de Swima bombivirdis.

"Eles normalmente têm oito das bombas, e lançam uma ou duas de cada vez", explicou a oceanógrafa.

Por conta do tamanho mínimo de suas bombas - aproximadamente um ou dois milímetros de diâmetro - e das luzes brilhantes usadas pelos veículos submersíveis, os cientistas não conseguiram filmar o lançamento das bombas no fundo do oceano.

"Então, trouxemos os animais para cima para estudá-los", disse Osborn. "Se você transferi-lo para um pequeno tanque e o perturbar um pouquinho com uma pinça - tipo cutucando-o em qualquer parte do corpo - ele vai lançar uma dessas bombas." "Assim que a bomba é lançada, ela começa a brilhar com uma luz verde e o animal nada para longe." Greg Rouse, outro cientista da equipe, explicou que um ancestral comum das espécies tinha guelras que pareciam estar posicionadas "exatamente no mesmo lugar das bombas", das quais as bombas podem ter evoluído.

"As guelras (de seus parentes) podem cair muito facilmente, então há a semelhança de serem destacáveis, mas por alguma razão as guelras se transformaram para se tornar essas pequenas esferas brilhantes destacáveis." "Este grupo de animais realmente fantásticos enfatiza o quanto ainda temos que aprender sobre os organismos do fundo do mar e a biodiversidade do fundo do mar", conclui Osborn.

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