Protestos prejudicam passagem da tocha olímpica por Vancouver

Manifestantes forçaram uma mudança no trajeto da tocha olímpica pela cidade de Vancouver, no oeste do Canadá, horas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, nesta sexta-feira.

O protesto reuniu cerca de 150 manifestantes contra o impacto financeiro e ambiental dos Jogos para o país. Eles atacaram os carros de apoio do comboio no bairro de Downtown Eastside - um dos mais antigos e mais pobres de Vancouver.

A polícia dispersou os manifestantes, e a organização mudou a rota do comboio que vem acompanhando a tocha olímpica no trajeto global de 45 mil km, percorridos nos últimos 106 dias em território canadense.

Um dos participantes do revezamento da tocha nesta sexta-feira foi o governador da Califórnia, o ex-ator Arnold Schwarzenegger, e o bicampeão olímpico britânico Sebastian Coe, que lidera o comitê organizador da Olimpíada de 2012 em Londres.

Abertura A tocha será usada para acender a pira olímpica no estádio BC Place, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que terão duração de duas semanas.

A cerimônia de abertura deve contar com a presença de cerca de 60 mil pessoas.

A delegação brasileira, composta por cinco atletas, também participará do evento. O "Time Brasil", como foi batizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, conta com Leandro Ribela e Jaqueline Mourão no cross country, Isabel Clark no snowboard, e Jhonatan Longhi e Maya Harrisson no esqui alpino.

"A cerimônia de abertura é o momento onde percebemos que todo o esforço e treinamento valeram a pena pela oportunidade única de entrar no estádio, sob os olhos de todo mundo, representando o seu país", disse Mourão, prestes a disputar a sua quarta edição de Jogos Olímpicos, sendo duas de inverno (no cross country) e duas de verão (no mountain bike).

Tocha A passagem da tocha olímpica já foi alvo de protestos em Jogos anteriores.

Antes da última edição da Olimpíada de verão, a passagem da tocha por países como Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e Austrália se transformou em palco de protestos contra a ocupação do Tibete pela China, cuja capital, Pequim, foi a sede dos Jogos de 2008.

Por conta dos protestos, em março de 2009, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que a tocha olímpica não passaria mais por vários países antes do início dos jogos.

Pela determinação, todos os países escolhidos para sediar jogos olímpicos terão de assinar um contrato que prevê que a chama não sairá de suas fronteiras.

A medida acabou com o tradicional percurso em revezamento da tocha partindo da Grécia, o berço dos Jogos Olímpicos, rumo à cidade que sedia a Olimpíada.

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