EUA querem universalizar internet de alta velocidade até 2020

Um órgão regulador dos Estados Unidos lançou nesta terça-feira um plano nacional, estimado em US$ 250 bilhões, para dar acesso à internet de alta velocidade a todos os americanos até 2020.

A Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) anunciou que irá enviar o plano para ser debatido no Congresso americano.

A FCC estima que 100 milhões de americanos, ou um terço da população, não têm banda larga em casa.

O objetivo da Comissão é fornecer a todos internet com velocidade de 100 megabits por segundo (Mbps). A velocidade média de conexão nos Estados Unidos é de 4 Mbps atualmente.

"Banda larga para todos os americanos não é um plano ambicioso e é absolutamente necessário", disse à BBC Reed Hundt, um dos integrantes da comissão.

Custos Em um sumário executivo divulgado antes da apresentação do plano ao Congresso, nesta terça-feira, a FCC disse que "a banda larga é a fundação para o crescimento econômico, a criação de empregos, a competitividade global e melhores estilos de vida".

O resumo do plano afirma que os serviços de internet rápida cresceram rapidamente, de oito milhões de americanos, há 20 anos, para quase 200 milhões atualmente.

Não há previsão de quanto dos US$ 250 bilhões estimados para implementar o plano caberia aos investidores privados e quanto caberia aos contribuintes.

"Quem paga e quanto é a grande briga no futuro", diz o consultor da indústria de tecnologia Rob Enderle.

Mais de US$ 7 bilhões devem vir do pacote de estímulo de 2009 do presidente Barack Obama, que prevê gastos com iniciativas que promovem banda larga.

Empresas Algumas empresas do setor de tecnologia escreveram cartas para os integrantes da Comissão saudando a iniciativa.

"Banda larga é fundamental para o desenvolvimento de longo prazo e bem-estar social. Na medida em que a sociedade vai ficando cada vez mais online, os custos da exclusão digital também crescem", afirma a carta assinada por diretores de empresas como Cisco, Sony, Salesforce, Microsoft, Facebook e Intel.

Um dos pontos de discórdia que deve surgir no futuro é sobre o espectro eletromagnético hoje dominado pelas empresas que transmitem sinais de televisão.

Empresas de telefones celulares - como a AT&T e a Verizon - afirmam que precisam de mais espectro no futuro para poder oferecer conexões de internet de alta velocidade para todos os seus clientes.

"O problema é que grande parte do espectro é ocupado por outros. Eles vão querer muito dinheiro para ceder isso", diz Adam Thierer, presidente da entidade Progress & Freedom Foundation.

Para o consultor do setor de tecnologia Erik Sherman, do site BNet., o plano é um exagero.

"O plano não pode ser tratado como uma solução definitiva para todas as questões e problemas que existem por vários motivos diferentes", afirma.

"O plano é bastante ambicioso em seu escopo, e se você olha para a lógica dele, a Comissão está basicamente dizendo que precisa de mais dinheiro e internet." O Brasil não estabeleceu a partir de qual velocidade de conexão a internet é considerada de alta velocidade no país.

O governo já anunciou que pretende lançar um plano nacional de banda larga, com o objetivo de ampliar a penetração das conexões rápidas para 45% da população até 2014.

Hoje, só 5,26% dos brasileiros têm acesso a banda larga.

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