Portugal já tem receita para vencer Brasil na Copa, diz técnico

O técnico da Seleção de Portugal, Carlos Queiróz, disse nesta sexta-feira que já tem uma receita para vencer o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul: jogar como nos primeiros 20 minutos do amistoso contra a Seleção Brasileira de 19 de novembro de 2008.

Naquele jogo, disputado em Gama (DF), depois de começar vencendo por 1 a 0, Portugal acabou goleado pelo Brasil por 6 a 2.

"A maneira que nós temos de jogar contra o Brasil é a que nós fizemos nos primeiros 20 minutos de jogo e não a partir de estar ganhando por 1 a 0 fora de casa. Nesse período jogamos um futebol brilhante, mas depois perdemos a disciplina, a coesão, jogamos com excesso de entusiasmo, sem saber quais as responsabilidades de cada um dentro de campo", disse Queiróz.

O técnico, que falou em uma coletiva em Lisboa, acha que o Brasil chega ao Mundial em vantagem "pelo potencial da equipe, mais a história da seleção".

"Além disso, o Brasil apresenta-se com a vantagem de ter jogado a Copa das Confederações em junho passado. É como se tivessem tido a oportunidade de fazer um estágio na própria África do Sul." Adversários Desde o sorteio dos grupos da Copa, analistas vêm considerando como o "grupo da morte" o do Brasil - que tem, além de Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte.

"Isso significa que existem três favoritos para duas posições para a segunda fase. Não interessa se as três equipes possam fazer as melhores exibições de sempre, possam jogar o melhor futebol de todo o Campeonato do Mundo, possam ser até as três melhores da copa, mas mesmo assim uma vai ter que ficar para trás." Analisando a Costa do Marfim, Queiroz disse que o time é uma das esperanças dos africanos de que o continente tenha uma seleção que dispute com as melhores do mundo.

"Temos uma Costa do Marfim cheia de jogadores com experiência internacional e que jogam em alguns dos melhores clubes da Europa, que é considerada por todos a equipe africana que poderia ser a esperança da África de colocar um time na final." Sobre a Coreia do Norte, ele reservou ao país o estatuto de pedra no sapato para os outros três times do grupo.

"A Coreia é uma equipe bem organizada, eles correm o dia todo, o treinador tem muito experiência, estão em concentração desde janeiro e qualquer desatenção contra a Coreia pode comprometer as aspirações de um favorito. O Campeonato do Mundo da Coreia do Norte é poder contribuir para a eliminação de um dos favoritos." Cristiano Ronaldo Segundo Queiroz, a seleção portuguesa não depende apenas do futebol de seu grande ídolo, o atacante Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

"Hoje a seleção nacional tem uma estrutura sólida, tem jogadores que já mostraram que, com quaisquer jogadores, contra qualquer equipe nós jogamos com a vontade e com a possibilidade de ganhar. Em muitos jogos das eliminatórias o Cristiano não esteve presente." Ele também disse que é falsa a ideia de que Cristiano Ronaldo rende mais no clube do que na seleção. Prova disso, disse Queiroz, é que o atacante já está na lista dos maiores artilheiros da história da seleção portuguesa.

O técnico também falou sobre a presença de jogadores nacionalizados na seleção - são três luso-brasileiros - e criticou a imposição de limites ao número de estrangeiros no país.

"Sempre tivemos na seleção portuguesa uma mestiçagem de identidades que resultou na caracterização do futebol português", disse.

"A competência e as oportunidades não devem ser por cotas nem por regulamento. Nunca propus limitar ou condicionar a vinda de estrangeiros. O que proponho é formar mais e melhores jogadores portugueses. No dia em que os portugueses forem melhores, pode ter a certeza de que nenhum treinador põe aquele que é pior dentro de campo." Copa de reis Carlos Queiróz acredita que a Copa da África do Sul vai mostrar jogadores com o potencial de se tornarem alguns dos melhores da história do futebol.

"Tivemos vários príncipes, mas não reis. Acho que em 2010 temos algo diferente. Temos uma possibilidade de num futuro próximo eleger jogadores com o status de Pelé, Eusébio ou Maradona", afirmou.

"Com mais três ou quatro anos, jogadores como (argentino) Messi ou Cristiano Ronaldo ou talvez o (inglês) Rooney poderão se tornar lendas do futebol." Para ver quem é favorito, ele divide as seleções em dois grupos, os dinossauros e os outros.

"Se for ver a história das Copas do Mundo, há sempre entre os quatro finalistas três dos grandes dinossauros e um outsider. Há seis candidatos favoritos a essa presença entre os três grandes: Brasil, Itália, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Argentina. Portugal e mais 14 ou 15 equipes é um dos favoritos para competir pelo quarto lugar nas semifinais."

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