Bicampeão Uruguai estreia contra a França reconhecendo limitações

Primeiro campeão mundial de futebol, o Uruguai retorna à Copa do Mundo nesta sexta-feira diante da França, após uma ausência de oito anos, reconhecendo as limitações da equipe e a "utopia" de pensar em repetir as campanhas vitoriosas de 1930 e 1950.

"Sabemos que é difícil vencer (a Copa), mas temos esperanças", disse uma das principais estrelas do time, o atacante Diego Forlán.

A seleção uruguaia se classificou para a Copa do Mundo somente na repescagem, contra a Costa Rica.

"É utópico (pensar em ser campeão). Sabemos da limitação do time. E a prova disso foi a classificação na repescagem", afirmou o jornalista esportivo Diego Perez, do jornal El País de Montevidéu.

Para ele, porém, "existe a esperança de que a seleção terá uma boa atuação em campo".

'No ataque' O técnico uruguaio, Óscar Tabárez, disse esperar um "bom jogo", "limpo e no ataque" contra a França.

"Temos bons jogadores e viemos para ganhar", afirmou Tabárez, que já havia dirigido a seleção uruguaia na Copa de 1990, na Itália, quando não passou da primeira fase.

Um comentarista esportivo da rádio Espectador, de Montevidéu, afirmou que o Uruguai chega "sereno" para a partida desta sexta-feira e com a "vantagem" de ter vencido os últimos amistosos contra a Suíça, por 3 a 1, e Israel, por 4 a 1.

Para o comentarista, o Uruguai estaria melhor do que a França - que, apesar de ter sido vice-campeã na última Copa, em 2006, também se classificou para a Copa deste ano na repescagem, com um gol de mão de Thierry Henry contra a Irlanda, e perdeu seu último amistoso para a China por 1 a 0.

"Talvez muito mais (em destaque) do que a expectativa da vitória está a simpatia pelos jogadores, que são acessíveis e carismáticos para o público", diz Diego Perez, do jornal El País.

Entusiasmo O retorno do Uruguai à Copa após a ausência em 2006 gerou entusiasmo entre os uruguaios.

A poucas horas da partida contra a França, bandeiras enfeitavam portas e janelas de casas e lojas da capital. Muitas pessoas desfilavam pelas ruas com a camisa azul e branca da seleção.

As empresas do país anteciparam o horário de saída dos trabalhadores para que eles possam assistir à partida em casa.

Um clima que não foi detectado na última Copa, quando os uruguaios eram apenas expectadores das seleções dos outros países.

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