Com jogadores contestados, Brasil chega à Copa pregando '23 titulares'

Com vários jogadores contestados em seus clubes, a seleção brasileira chega à Copa do Mundo da África do Sul pregando a união dos 23 atletas - apelidados pelo grupo de "23 titulares".

Apesar de Dunga ter sinalizado em treinos e amistosos que já definiu os onze que começarão jogando na Copa do Mundo, os jogadores adotaram o discurso do treinador de que a seleção brasileira não tem reservas.

A Copa do Mundo começa nesta sexta-feira, com dois jogos: África do Sul x México e França x Uruguai.

O Brasil estreia apenas na próxima terça-feira, contra a Coreia do Norte em Johanesburgo.

Deslize Nas entrevistas coletivas, os jogadores afinaram o discurso de que a seleção possui 23 titulares - uma filosofia de Dunga de que todos os atletas têm condições de jogar no time principal.

Na quinta-feira, o meia Elano - que só conquistou a vaga no time principal durante a preparação para a Copa em Johanesburgo - deixou escapar que no treino secreto, realizado no mesmo dia, não houve jogo entre titulares e reservas.

Mas logo em seguida corrigiu-se: "Mesmo porque até aqui o grupo da seleção não tem onze, não é? São os 23 que aqui estão que têm possibilidade de jogar." Contestados Grande parte dos jogadores contestados está no banco de reservas. Doni, Júlio Baptista e Kléberson sequer jogam como titulares nos seus clubes.

Mas também entre os titulares, há atletas que não tiveram um bom final de temporada. Kaká passou parte do ano lesionado e foi substituído a contragosto em um jogo crucial do Real Madrid em março, e Luís Fabiano recebeu a informação na África do Sul de que seu clube - o Sevilla - quer se desfazer do atacante.

Mesmo os jogadores reservas que vieram de boas temporadas também têm mantido o discurso de que todos são titulares na seleção brasileira, e não reivindicam lugar no grupo principal.

Na quinta-feira, o lateral-direito Daniel Alves, que é reserva de Maicon, disse que não se preocupa com sua condição atual.

"Eu não me sinto reserva. Eu me sinto um jogador que tem chances de ter oportunidades. Quando eu tiver as minhas oportunidades - seja um minuto ou seja um jogo inteiro - eu vou aproveitar", disse, citando em seguida os "23 titulares" do grupo.

Experiências O time que deve começar a Copa é formado por Julio César, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Felipe Melo, Gilberto Silva, Kaká, Elano, Robinho e Luís Fabiano.

A maioria fez parte dos grupos brasileiros que conquistaram nos últimos três anos a Copa América, a Copa das Confederações e o primeiro lugar nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Mas, recentemente, esses onze jogadores jogaram juntos apenas durante 90 minutos - o primeiro tempo contra o Zimbábue e o primeiro tempo contra a Tanzânia.

Nos dois amistosos realizados antes da Copa, Dunga fez duas experiências diferentes. Contra o Zimbábue, Dunga substituiu os titulares apenas pelos seus reservas imediatos.

Já contra a Tanzânia, Dunga fez mudanças mais táticas. Ramires, que normalmente entraria como meia ofensivo no lugar de Elano, foi colocado no lugar do volante Felipe Melo. Com um time mais ofensivo - um volante e três meias mais ofensivos - o Brasil fez três gols após a substituição, sendo dois deles do próprio Ramires.

Dunga também voltou a escalar Daniel Alves no meio-campo, sem precisar tirar Maicon do time, o que não acontecia desde setembro do ano passado.

Outra experiência foi no ataque. Nilmar é visto como reserva imediato de Robinho, por possuir características semelhantes - leveza e drible rápido. Mas contra a Tanzânia, Nilmar jogou no lugar de Luís Fabiano. O Brasil perdeu a referência na área adversária, mas teve mais toques de bola e mobilidade na frente.

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