Para estrangeiros radicados na África do Sul, boa campanha dos Bafana é essencial para união nacio

Os torcedores de 26 dos 32 países disputando esta Copa do Mundo, que vivem na África do Sul, foram unânimes sobre a importância de as seleções africanas irem bem no torneio para a auto-estima do continente.

A iniciativa da BBC reuniu na noite de quinta-feira no bairro de Soweto, em Johanesburgo, torcedores em uma mesa-redonda mundial via internet.

Entre as mais de 150 pessoas que compareceram pessoalmente ao evento, muitas são estrangeiros radicados na África do Sul. Além de torcer para seus países de origem, eles disseram à BBC Brasil que estão muito otimistas com a campanha da seleção sul-africana na Copa.

Mabel Coyanis, argentina, há 25 anos na África do Sul: "Meu primeiro time é a Argentina, mas meu segundo é o Bafana Bafana (apelido dado à seleção da África do Sul). Acho que o fato de a Copa do Mundo estar aqui é muito bom para o país, e para o sentimento de união e identidade nacional - principalmente se o time for bem no torneio." Sidonio Borrageiro, e seu filho Gabriel, terceira e quarta geração de portugueses na África do Sul: "Esta é a hora da África. Em termos de futebol e em termos econômicos e sociais, está na hora de o mundo prestar atenção na África e ver que o que o continente pode oferecer. O Bafana é o meu segundo time neste torneio, porque, apesar de ter nascido aqui, eu torço pela seleção portuguesa." Elodie, francesa, há 12 anos na África do Sul: "A África do Sul tem que ganhar a Copa, ou pelo menos ir bem, porque tem sido muito emocionante ver a mobilização do país. É importante para os sul-africanos, para a auto-estima deles. Torço pelos franceses também, se bem que não sei como eles vão se sair sem o Zidane." Henrique Silva, brasileiro, há dez meses na África do Sul: "Não tenho como não torcer pelo Brasil. Mas depois deste tempo aqui, vendo o pessoal tão empolgado, estou torcendo também para a África do Sul passar da primeira fase. Está sendo uma festa maravilhosa e eu quero que o clima continue assim." Peter Kalamatas e Alexander Nikitidis, gregos, há cinco anos na África do Sul: "Queremos muito que o Bafana Bafana chegue pelo menos até as quartas-de-final. Seria um estímulo enorme para unificar a África do Sul e traria um grande benefício para o moral nacional. Mas nosso primeiro time é a Grécia e estamos confiantes de que seremos campeões. Temos uma equipe guerreira, que ganhou a Eurocopa em 2004 e que tem alguns homens mágicos no meio-de-campo." Sofiane Merrad e Halim Benamor, argelinos, na África do Sul especialmente para o Mundial: "Este não é só o momento da África. É o século da África. Temos muito a mostrar ao mundo. Temos recursos e temos o povo africano. Nossa seleção, a Argélia, tem muita chance neste Mundial, assim como os outros times da África. Estamos torcendo para que nós ou os outros africanos cheguemos ao menos à semifinal."

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