CBF afirma que Morumbi está fora da Copa de 2014

A CBF informou nesta quarta-feira por meio de uma nota no site da entidade que o estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em São Paulo, não abrigará jogos da Copa do Mundo de 2014. A nota afirma que "não foram entregues ao Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014 (COL), por parte do Comitê da Cidade de São Paulo, as garantias financeiras referentes ao projeto do Estádio do Morumbi aprovado pelo COL/FIFA no dia 14 de maio de 2010". "O Comitê da Cidade de São Paulo enviou ao COL um sexto projeto, que não será examinado." "Sendo assim, fica excluído do projeto da Copa do Mundo de 2014 o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi", completa a CBF. A Fifa emitiu nota semelhante na qual afirma que a entidade "e o Comitê Organizador Local ainda vão se reunir futuramente com o Comitê da Cidade de São Paulo" para discutir futuros passos. O estádio do Morumbi, o maior de São Paulo, vinha sendo cotado para receber o jogo de abertura da Copa de 2014. A nota da CBF não informa qual seria a alternativa para a capital paulista receber jogos do Mundial. Por meio de um comunicado, o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da capital afirmaram que só irão se manifestar sobre o assunto "após terem conhecimento completo da decisão" e que uma reunião com o COL será agendada "assim que possível". Estado e Prefeitura, no entanto, afirmaram que está descartada a construção de um estádio para sediar a Copa em São Paulo com uso de dinheiro público. "O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo descartam completamente a hipótese de utilização de recursos públicos para a construção de novo estádio na cidade de São Paulo. Os investimentos públicos serão canalizados para obras e intervenções permanentes, como a construção de linhas do metrô e a melhoria do sistema viário e do transporte público", diz a nota. Reformas Em maio do ano passado, o Morumbi foi apontado como o estádio da cidade de São Paulo que abrigaria os jogos da Copa. Mas críticas da Fifa levaram o time do São Paulo Futebol Clube, proprietário do estádio, a enviar um novo projeto de reforma do Morumbi. O projeto de R$ 630 milhões prevê o rebaixamento do gramado e o prolongamento do anel intermediário até o chão, fazendo com que o estádio reduza de três para dois seu número de andares para o público. O projeto foi elogiado pela Fifa, mas agora a CBF diz que o São Paulo não apresentou garantias de que pode arcar financeiramente com a reforma. Em vez disso, o clube enviou nova proposta de reforma, orçada em R$ 265 milhões, mas o prazo estipulado pela Fifa para mudanças nos projetos já havia se esgotado. O São Paulo Futebol Clube ainda não se pronunciou sobre a nota da CBF. Repercussão Na África do Sul, o ministro dos Esportes, Orlando Silva lamentou a exclusão do Morumbi, afirmando que a decisão reflete a "instabilidade" e "indefinição" da preparação de São Paulo para o Mundial. "Esta é uma crise importante na preparação para o Mundial. O fim de uma longa e arrastada novela que, na minha opinião, teve um final infeliz", disse ele. "A palavra está com o Comitê Paulista, com a prefeitura e com o governo do Estado de São Paulo. Este é um assunto de São Paulo," disse ele, afirmando ainda que a Copa ocorrerá no país. O ministro ressaltou também que "não há possibilidade de o Governo Federal gastar um centavo com a reforma dos estádios". Após a divulgação da decisão, o presidente do Comitê Executivo Paulista, Caio Carvalho, disse à emissora de rádio Jovem Pan que estudos indicam que estádios com capacidade acima de 45 mil pessoas não seriam economicamente viáveis em São Paulo. "Nenhum presidente de clube investiria esse dinheiro para seis jogos quando a média de público do campeonato brasileiro é de 25 mil pessoas", disse ele. "A posição de São Paulo, tanto do ex-governador Serra, do governador Alberto Goldman, é que nós não vamos jogar dinheiro público em um estádio para 75 mil pessoas", completou.

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