Em Madri, Dilma defende viagem e diz que só deve satisfação à população

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta sexta-feira o giro que está fazendo pela Europa e disse que só deve satisfação à população, respondendo a críticas de que a viagem estaria servindo para que evite polêmicas.

Durante visita a Madri nesta sexta-feira, Dilma classificou os encontros que manteve com líderes europeus como "produtivos" e afirmou que não quer "provar nada" com a viagem.

"Fiz uma viagem extremamente produtiva. Acho que é importante ter um diálogo com o presidente francês, os primeiros-ministros e os representantes da União Europeia. A relação internacional é importante em qualquer governo", disse a candidata, que nesta semana já se encontrou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Após uma reunião com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no Palácio da Moncloa, em Madri, Dilma ainda justificou sua ausência em uma sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, que estava marcada para a última quinta-feira.

"Não vejo nenhum problema. É para a população que eu tenho que prestar satisfação", disse. A candidata do PV, Marina Silva, participou do evento na última quarta-feira e José Serra, do PSDB, deve ser entrevistado na semana que vem. A campanha de Dilma afirmou que a candidata não pôde comparecer à sabatina devido à viagem à Europa, que acontece em um momento em que surgem acusações de que pessoas ligadas a seu comitê estariam planejando produzir um dossiê contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Reunião Em declarações a repórteres, Dilma classificou a reunião de 1h20 de duração que teve com Zapatero como "muito descontraída" e disse ter discutido política, economia e futebol com o premiê espanhol, que nesta sexta-feira também se encontrou com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn.

A candidata ainda comentou a situação econômica da Espanha, que classificou como complicada, mas afirmou que "os dados não são como os da Grécia".

"A Espanha tem um déficit muito pouco significativo do ponto de vista da realidade europeia. Não tem porque esta avalanche de especulação", disse.

A petista ainda disse que a crise no país europeu não deve comprometer os investimentos espanhóis no Brasil.

"(É) uma oportunidade de lucratividade maior, quando o mercado brasileiro está crescendo e o deles não".

Neste sábado, Dilma deve se encontrar com o primeiro-ministro português, José Sócrates, em Lisboa.

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