Imprensa francesa se revolta contra seleção com a derrota para o México

Nesta quinta-feira, a imprensa francesa trouxe estampado sinais de revolta contra a seleção depois da derrota por 2 a 0 para o México que comprometeu seriamente as chances de disputar as oitavas-de-final da Copa do Mundo.

Ao mesmo tempo em que lamentam o resultado, os jornais franceses são bastante severos com o time nacional, os "bleus" - como a seleção é chamada em referência à cor azul da camisa - e seu técnico, Raymond Domenech.

Com títulos como "Impostores", "Lamentável!", "Indigno", "Vergonha" e "França humilhada", a imprensa francesa também não deixou de ironizar o desempenho da equipe com manchetes como "Aposentem-se", "Crônica de uma catástrofe anunciada" e "Bleus, pálidos e sem alma".

"Nesta manhã, a França contempla um campo de ruínas: sua equipe nacional", escreve em editorial o jornal L'Équipe, maior diário esportivo do país, que publicou o título "Os impostores" na manchete.

"Sem tristeza, sem desolação, sobretudo sem raiva. Seria dar muito a esses homens que não sabem oferecer nada", diz o diretor da redação do L'Équipe, Fabrice Jouhaud.

"A nulidade da equipe francesa desmente todos os discursos de Raymond Domenech e de seus jogadores sobre a força de suas personalidades e sua capacidade de reação", afirma o editorial do jornal.

"Aposta perdida" "Raymond Domenech contava com a defesa para avançar na Copa sem estremecer, mas o treinador perdeu sua aposta", diz o jornal Le Parisien.

"No jogo contra a África do Sul na terça-feira, a França inteira precisa acender velas, já que a possibilidade de uma classificação às oitavas de final é complicado." Para o Le Monde, "os bleus bateram contra o muro". O diário escreve que ao se observar a seleção francesa e ouvir os comentários de seu treinador, pode-se relembrar a frase do filme francês "O Ódio", em que um homem em queda livre repetia "até aqui tudo vai bem".

"A aterrissagem catastrófica dos bleus ocorreu no dia 17 de junho. Os franceses perderam suas últimas ilusões ao serem derrotados pelo México", afirma o Le Monde.

"Com Ribéry conduzindo o jogo, a equipe francesa tentou, como em 2006, uma experiência de autogestão que havia dado certo. Mas entendemos rapidamente que ele nunca seria o Zidane. A conspiração de egos somente acrescentou confusão à pobreza", diz o Le Monde.

Para o jornal, "segundo as probabilidades, os jogadores podem voltar para a França antes mesmo de enfrentar a África do Sul no dia 22", acrescentando que mesmo se a França vencer os anfitriões da Copa, basta um empate entre o México e o Uruguai, líderes do grupo A, para tirar a França da competição.

"O novo capitão tem o mérito de dizer a verdade", diz o Le Monde, comentando a frase de Patrice Evra, que afirmou após o jogo contra o México que a seleção francesa "não é um grande time em campo".

Alguns jornais ressaltam a falta de espírito de equipe da seleção francesa e apontam "mesquinharias, orgulho e o ego dos jogadores, que preferem atuar individualmente" como responsáveis pela derrota.

Os jornais se interrogam se a França repetirá a mesma performance da Copa de 2002, quando foi eliminada na primeira frase sem marcar nenhum gol.

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