Brasil terá treinos menos intensos e mais viagens em nova etapa da Copa

O Brasil começa nesta terça-feira uma 'nova fase' dentro da Copa do Mundo, com sessões de treinamento menos intensas e com mais viagens pela África do Sul. A seleção terá também que abandonar a 'base' que montou em um hotel no norte de Johanesburgo, que foi fundamental para o trabalho de recuperação dos jogadores para a Copa.

Após a vitória contra o Chile, o técnico Dunga disse que daqui para frente a prioridade dos treinamentos do Brasil será recuperar os jogadores da exaustão e das lesões dos jogos, em vez de preocupações com tática e esquemas.

"Cada dia que passa agora, o treinamento é cada vez menor. Treinamento agora é para recuperar os jogadores", disse Dunga.

"Assim que acabou o jogo já temos que nos preocupar para eles não ficarem muito tempo de pé. Eles precisam se alimentar, chegar o mais rápido possível no hotel, não ficar muito no computador, tentar se recuperar, dormir." "O bom dos jogadores de futebol do Brasil é que eles gostam de treinar e de jogar. Agora é o momento em que estamos freando os jogadores e essa empolgação para (eles usarem durante) o jogo." Viagens A seleção também abandonará sua base em Johanesburgo.

Nesta semana, o Brasil completou um mês desde sua chegada à cidade. Caso chegue à final, a seleção jogará as próximas duas partidas em Port Elizabeth e depois na Cidade do Cabo. A final será disputada em Johanesburgo.

Nos 30 dias em que ficou na cidade, a seleção nunca se afastou mais do que três dias da sua base. Foram apenas três viagens - para a Tanzânia e Zimbábue, onde o time jogou dois amistosos - e para a cidade de Durban.

No norte de Johanesburgo, os jogadores puderam se manter concentrados e longe do assédio dos torcedores. O técnico brasileiro prevê que tudo isso vai mudar de agora em diante, já que a seleção terá que se hospedar em hotéis escolhidos pela Fifa.

"Nós estávamos bem acomodados, habituados e tranquilos no hotel, em um ambiente saudável e favorável a uma preparação de uma seleção. Agora vamos ter que conviver em hotéis onde há mais movimento, gente e confusão. Vamos ter que superar essa situação", disse Dunga.

"Para nós, seria melhor permanecer no hotel onde estamos, porque tem a melhor condição para repouso e treinamento - aquilo que um atleta precisa para se preparar para uma Copa do Mundo. Ficar focado, só falando de futebol, cada um se ajudando. E agora vamos passar para uma nova realidade." Ao falar da recuperação dos jogadores machucados, Dunga criticou a arbitragem na Copa do Mundo. Para ele, os jogadores mais violentos não estão sendo punidos pelos juízes no torneio.

"Mas isso é um equívoco nessa Copa do Mundo. O jogador técnico é punido. O jogador que bate e faz faltas seguidas é agraciado. Nós estamos com três jogadores lesionados por pancada, o que começou lá contra os africanos (da Costa do Marfim) e a cada jogo isso é uma pena", disse Dunga, referindo-se a Kaká, que voltou a tomar um cartão amarelo nesta terça-feira.

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