Propostas em saúde e educação evidenciam diferenças entre candidatos

O primeiro debate entre candidatos à Presidência nas eleições de outubro foi marcado por discussões sobre planos e propostas em temas da área social, principalmente em relação à saúde e à educação.

Logo no primeiro bloco, foi apresentada aos quatro candidatos - Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) - uma questão sobre que área priorizariam imediatamente em um eventual governo: saúde, educação ou segurança.

Embora todos os presidenciáveis tenham afirmado que estes temas têm igual importância e estão relacionados, algumas diferenças de propostas ficaram claras.

Enquanto o candidato do PSOL atribuiu a maior parte dos problemas nessas áreas à questão da desigualdade, Marina Silva afirmou que a saúde seria uma prioridade, e atacou o sistema atual, que segundo ela, faz com que os municípios "tenham que bancar praticamente sozinhos" os custos na área.

Já o tucano José Serra voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança e um aumento das atribuições federais na área. Ele ainda prometeu criar "1 milhão de vagas" no ensino técnico.

A candidata petista, por sua vez, prometeu melhores salários a professores e uma melhora da formação no magistério. Na área de segurança, Dilma sinalizou que poderia expandir o programa de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), implantado em algumas favelas pelo governo do Rio de Janeiro.

Saúde
A questão da saúde, no entanto, foi abordada por diversas vezes em discussões entre o tucano e a petista.

Serra defendeu por diversas vezes os chamados mutirões da saúde, grandes operações para tratar doentes de determinados problemas, enquanto Dilma afirmou não considerar a proposta uma "política estruturante".

Dilma prometeu "completar" o SUS (Sistema Único de Saúde) e construir 500 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Serra por sua vez afirmou que, se eleito, diminuirá o tempo de espera em consultas, além de criar 150 unidades de atendimentos de especialidades.

Já Marina Silva defendeu que 7% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam investidos em educação e prometeu avanços no ensino superior e em cursos profissionalizantes.

Questionado sobre qual seriam suas propostas para a área social, Plínio de Arruda Sampaio afirmou que ela passam por uma "distribuição radical de renda".

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