Ministério da Saúde contesta novo índice da ONU

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira uma nota em que contesta o novo Índice de Valores Humanos (IVH), lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e que abrange as áreas de saúde, educação e trabalho.
Na nota, o ministério questiona a metodologia utilizada para se chegar ao IVH ao afirmar que, em relação à área de Saúde, foram feitas perguntas "direcionadas a avaliar os serviços ofertados", enquanto em educação e trabalho, as questões foram subjetivas, "relacionadas a sentimentos".

Embora o Pnud aponte para um IVH mais baixo na área de saúde (0,45, em uma escala de zero a 1) do que em educação (0,54) ou trabalho (0,79), o Ministério da Saúde afirma que "as dimensões dos indicadores não são compatíveis".

"Não é possível comparar o IVH da saúde com os outros e concluir, por exemplo que os valores no trabalho são melhores que na saúde", diz o texto divulgado pelo ministério.

'Complexidade'
A nota diz ainda que, na avaliação do Ministério da Saúde, "as perguntas escolhidas para o IVH Saúde são reducionistas, dada a complexidade do setor".

O IVH foi elaborado a partir das experiências da população brasileira. Para se chegar ao IVH da Saúde, o Pnud considerou o tempo de espera por atendimento, a facilidade ou não de compreensão da linguagem usada pelos profissionais de saúde e o interesse da equipe médica percebido pelo paciente.

Segundo o Ministério, essas questões "focam apenas em uma parte da atenção à saúde e não permitem um conhecimento sobre outros aspectos".

"Construir um índice com base em aspectos subjetivos em algumas dimensões e objetivos em outras, a partir de categorias como valores humanos, e padronizá-los de zero a 1 sem ponderação pode enviesar e distorcer os resultados e dificultar sua interpretação", diz o Ministério.

Segundo a nota, pesquisas "mais amplas" de satisfação de usuários dos serviços de saúde mostram índices "muito diferentes" do apontado pelo IVH.

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