Terremoto no Japão

Funcionários entram em reator nuclear de Fukushima pela 1ª vez desde terremoto

  • EFE

    Pessoal médico comprova os níveis de radiação de uma mulher e seu filho em Kawamata (Fukushima) em abril

    Pessoal médico comprova os níveis de radiação de uma mulher e seu filho em Kawamata (Fukushima) em abril

Funcionários da usina nuclear de Fukushima, no Japão, entraram nos prédios que abrigam os reatores pela primeira vez desde o terremoto que atingiu o país no dia 11 de março, segundo informaram as autoridades.

A operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), afirmou que os trabalhadores estão instalando sistemas de ventilação no reator um para filtrar partículas radioativas no ar.


O objetivo é reduzir o nível de radiação no local para que seja possível instalar um novo sistema de resfriamento, já que o anterior foi desarmado pelo terremoto.

O reator um também foi danificado por uma grande explosão no dia seguinte ao desastre.

Turnos curtos
No meio de abril, os níveis de radiação dentro do prédio que abriga o reator um eram altos demais para que alguém entrasse no local, mas na última sexta-feira robôs coletaram novas informações indicando que a radioatividade havia caído em algumas áreas do reator.

A Tepco decidiu então acionar doze funcionários para entrar no prédio, mas informou que eles vão trabalhar em turnos de 10 minutos para minimizar a exposição à radiação.

"Eles vão entrar um a um para instalar os dutos (de ventilação). Eles vão trabalhar em um espaço muito estreito", disse o porta-voz da companhia Junichi Matsumoto.

A Tepco espera conseguir controlar a crise até o fim do ano, mas há dúvidas sobre o quão realística é essa previsão.

Uma zona de exclusão de 20 quilômetros foi estabelecida ao redor da usina por causa de preocupações com os níveis de radiação.

Quase 14 mil pessoas foram confirmadas como mortas após o terremoto de março, seguido por um tsunami. Mais de 13 mil ainda estão desaparecidas.

Os custos de reconstrução no Japão foram estimados em US$ 300 bilhões (R$ 480 bilhões), tornando este o desastre mais caro da história.

Nível de radiação a que estamos expostos e seus efeitos

  • Fonte: The Guardian e Radiologyinfo.org

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