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Família escapou da morte por falta de assento no voo MH17

18/07/2014 05h58Atualizada em 18/07/2014 13h23

Uma família que não conseguiu embarcar no voo MH17 da Malaysia Airlines contou como se sentiu ao saber do acidente que matou quase 300 pessoas na quinta-feira (17).

Barry e Izzy Sim foram informados no check-in do aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, que não havia assentos para os dois e seu bebê de colo.

Eles foram então alocados em um voo da companhia aérea KLM, que iria decolar algumas horas depois.

"Eu fiquei com um frio no estômago e meu coração disparou" ao saber do fim do avião, disse Barry a jornalistas no saguão do aeroporto.

"Era para a gente estar naquele voo", afirmou Izzy.

"Obviamente tem alguém olhando por nós lá de cima e não nos deixou embarcar".

Sorte

A família se diz "fiel" à Malaysia Airlines e lamentou quando soube que teria de trocar de voo.

"Mas agora eu estou tão feliz que vamos no voo da KLM", conta Izzy.

Quando perguntados se estavam com medo de voar, Barry respondeu:

"Na minha opinião, um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. Então eu acho que temos de entrar neste avião e continuar com a vida", afirmou o britânico, acrescentando que sua mulher não tem a mesma opinião. "Provavelmente a última coisa que ela quer é voar, principalmente para Kuala Lampur", disse.

Mais sobre o avião abatido

  • Coincidência

    Este é o 4º acidente aéreo em 17 de julho: outros três aviões caíram nos dias 17 de julho de 1996, 2000 e 2007.

  • Principais ataques

    Se for confirmado que a aeronave foi derrubada por um míssil, terá sido o ataque mais mortífero contra um voo comercial desde os anos 1960. Desde 1967, mais de 700 pessoas foram mortas em 19 incidentes envolvendo ataques com disparos propositais.

  • Morte instantânea

    "Quase ninguém a bordo soube o que estava acontecendo. Se não morreram instantaneamente, ficaram inconscientes em frações de segundos." A afirmação é de Justin Bronk, pesquisador britânico da área de defesa e segurança.

  • Abate poderia ter sido evitado

    Aviões comerciais como o Boeing 777 da Malaysia Airlines que foi sobre a fronteira da Ucrânia com a Rússia não possuem nenhum dispositivo para despistar mísseis.