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Holanda começa a receber corpos de vítimas do voo MH17

Primeiros corpos resgatados após a queda do avião da Malaysia Airlines são homenageados em cerimônia fúnebre no aeroporto da cidade ucraniana de Kharkiv, de onde foram embarcados para a Holanda - Gleb Garanich/Reuters
Primeiros corpos resgatados após a queda do avião da Malaysia Airlines são homenageados em cerimônia fúnebre no aeroporto da cidade ucraniana de Kharkiv, de onde foram embarcados para a Holanda Imagem: Gleb Garanich/Reuters

23/07/2014 05h36

Os primeiros corpos resgatados após a queda do avião da Malaysia Airlines na semana passada na Ucrânia estão sendo transportados para a Holanda, onde serão identificados.

A expectativa é que os restos mortais das vítimas cheguem a Eindhoven às 16h do horário local (11h de Brasília) desta quarta-feira (23), após uma cerimônia de despedida com a presença de autoridades ucranianas na cidade de Kharkiv.

A família real holandesa e do primeiro-ministro Mark Rutte se reunirão no avião que transportará os corpos. O processo de identificação pode "levar semanas ou até meses", segundo Rutte.

O país decretou nesta quarta-feira dia de luto nacional em homenagem aos 298 mortos, dos quais 193 eram holandeses. Os primeiros 200 corpos retirados do local da queda chegaram a Kharkiv na terça-feira em um vagão de trem refrigerado.

A operação para encontrar mais corpos e garantir a integridade das provas no local do acidente continua.

Os registros de dados do voo, as chamadas caixas-pretas, foram entregues às autoridades holandesas pela Malásia. Os dispositivos serão enviados para análise em Farnborough, na Grã-Bretanha.

'Engano'

O avião caiu em uma área do leste da Ucrânia controlada por rebeldes ligados à Rússia, supostamente após ser atingido por um míssil.

Funcionários da inteligência dos EUA disseram acreditar que os rebeldes abateram o jato por engano, mas não encontraram qualquer ligação direta com a Rússia. "Passados cinco dias, parece ter sido um erro", disse a jornalistas uma alta fonte do governo americano sob condição de anonimato.

"A explicação mais plausível" para o incidente, disse o porta-voz, é que os rebeldes tenham confundido o avião civil com outra aeronave.

As autoridades disseram que suas descobertas foram baseadas, em parte, em postagens de redes sociais e vídeos divulgados nos últimos dias. Ainda assim, os EUA responsabilizaram a Rússia pelas condições que levaram ao incidente.

Países diretamente afetados pelo desastre, como Holanda, Austrália e Grã-Bretanha, têm manifestado preocupação com o fato de o local não ter sido devidamente isolado para proteção de provas sobre as causas da queda.

Enquanto isso, o conflito entre as forças do governo e rebeldes ucranianos tem continuado, com relatos de combates em Donetsk e Luhansk.

O ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, disse na terça-feira que o exército havia capturado a cidade estratégica de Severodonetsk, localizada a cerca de 140 km do reduto rebelde de Donetsk.

Os combates no leste da Ucrânia eclodiram em abril e calcula-se que já custaram mais de mil vidas.

Mais sobre o avião abatido

  • Coincidência

    Este é o 4º acidente aéreo em 17 de julho: outros três aviões caíram nos dias 17 de julho de 1996, 2000 e 2007.

  • Principais ataques

    Se for confirmado que a aeronave foi derrubada por um míssil, terá sido o ataque mais mortífero contra um voo comercial desde os anos 1960. Desde 1967, mais de 700 pessoas foram mortas em 19 incidentes envolvendo ataques com disparos propositais.

  • Morte instantânea

    "Quase ninguém a bordo soube o que estava acontecendo. Se não morreram instantaneamente, ficaram inconscientes em frações de segundos." A afirmação é de Justin Bronk, pesquisador britânico da área de defesa e segurança.

  • Abate poderia ter sido evitado

    Aviões comerciais como o Boeing 777 da Malaysia Airlines que foi sobre a fronteira da Ucrânia com a Rússia não possuem nenhum dispositivo para despistar mísseis.

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