Estado Islâmico divulga vídeo com morte de 'cinco espiões britânicos'

O grupo autodenominado Estado Islâmico divulgou um vídeo em que mostra a morte de cinco homens acusados de espiar para o Reino Unido.

Na gravação, de 10 minutos, há um homem mascarado com sotaque britânico exibindo uma arma. Ele faz ameaças de ataques à Grã-Bretanha e ridiculariza o premiê, David Cameron, por se atrever a "desafiar o poder" do grupo extremista.

Após os aparentes assassinatos, um garoto, que parece ter entre seis ou sete anos e que veste roupas de estilo militar, fala sobre matar "infiéis". Ele também tem sotaque britânico. Não é a primeira vez que o EI usa crianças em seus vídeos de propaganda.

A gravação não teve sua veracidade confirmada independentemente e a chancelaria britânica disse estar analisando o material.

Os cinco homens, vestindo macacões, são vistos supostamente sendo baleados na parte de trás da cabeça em um local deserto, depois de fazerem o que seriam suas alegadas confissões.

Um dos homens diz que havia sido solicitado a fornecer informações sobre a localização de militantes do EI, incluindo dois britânicos, aparentemente para ajudar a atingi-los com ataques aéreos.

Alguns dos cinco homens dizem ser de Raqqa, na Síria, enquanto outro diz ser de Benghazi, na Líbia, mas nenhum deles diz ser do Reino Unido. Não se sabe se as confissões são verdadeiras.

A divulgação do vídeo ocorre após recentes revezes para o grupo, como a perda do controle da maior parte da cidade iraquiana de Ramadi, e menos de dois meses após a morte de Mohammed Emwazi, o britânico conhecido como John Jihadista que havia se tornado propagandista do EI.

Emwazi foi morto em um ataque de avião não-tripulado em Raqqa após informações de inteligência, provavelmente repassada por informantes, terem localizado-o num carro.

Especialistas disseram que a aparição de um homem com sotaque britânico pode ser uma tentativa do grupo de substituir John Jihadista e torná-lo o novo rosto do EI, ao menos para o público do Reino Unido.

Jonathan Russell, chefe de política do grupo Quilliam Foundation, diz que é "chocante" ouvir vozes britânicas e ver uma criança no vídeo, mas que esta tática está sendo usada para "reforçar a marca EI".

"Estes símbolos estão realmente reforçando o terror deles - isto é terrorismo em seu sentido mais verdadeiro", disse.

"E o que temos que ser muito cuidadosos é em não reforçar este terror mas desmerecê-lo e dizer, veja, (o que é) projetado são mentiras, não está mostrando a realidade no Iraque e na Síria no momento e não oferece nada para potenciais recrutas no Ocidente".

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