Migrantes são proibidos de frequentar piscina pública na Alemanha após relatos de assédio

A cidade alemã de Bornheim proibiu homens que pediram refúgio no país de usar uma piscina pública, depois que mulheres reclamaram de assédio.

Um funcionário da prefeitura da cidade disse que os homens, que vivem em um abrigo próximo à piscina, seriam banidos até que "entendam a mensagem" de que esse comportamento não é aceitável.

A decisão ocorre após a indignação causada por centenas de ataques sexuais que ocorreram na cidade próxima de Colônia e em outras cidades alemãs na véspera do Ano Novo.

Os ataques, realizados principalmente por homens de origem árabe e norte-africana, aumentaram as tensões a respeito da entrada de migrantes na Alemanha.

Em 2015, mais de 1,1 milhão de pessoas solicitaram refúgio no país.

O chefe do departamento de questões sociais em Bornheim - que fica cerca de 20 km ao sul de Colônia - afirmou que a decisão de proibir os migrantes de frequentar a piscina foi tomada depois do aumento do número de relatos de funcionárias e nadadoras sobre comportamento inapropriado de alguns homens.

"Houve reclamações de assédio sexual e de cantadas ocorrendo nessa piscina (...) por parte de grupos de homens jovens. E isso fez com que algumas mulheres deixassem de frequentá-la", disse Markus Schnapka à agência de notícias Reuters.

Ele afirmou que as reclamações não significam que qualquer crime tenha sido cometido, mas que assistentes sociais na cidade ajudariam a garantir que os refugiados mudem de comportamento.

Ainda não está clara a maneira como a proibição acontecerá na prática. Em fevereiro, a Alemanha deve introduzir novas carteiras de identidade para migrantes.

Queda de apoio

Correspondentes da BBC na Alemanha afirmam que a proibição da piscina pública é o sinal mais recente do aumento das tensões entre alemães nativos e migrantes após os ataques em Colônia.

Na quinta-feira, as autoridades de outra cidade no oeste da Alemanha, Rheinberg, cancelaram um desfile de carnaval planejado para fevereiro por preocupações com a segurança.

O chefe da segurança pública de Rheinberg, Jonny Strey, disse à mídia alemã que o ocorrido em Colônia influenciou a decisão e que as autoridades estavam preocupadas com o mau comportamento de homens migrantes.



De acordo com a Reuters, no entanto, o prefeito da cidade, Frank Tatzel, negou as declarações de Strey.

As autoridades de Colônia expressaram preocupação com o famoso carnaval da cidade após os ataques do Réveillon, prometendo aumentar a segurança e as campanhas de conscientização.

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira mostra um aumento da ansiedade em relação ao número de refugiados e migrantes entrando no país.

Na pesquisa, publicada pela rede de TV ZDF, 66% dos 1.203 entrevistados opinaram que a Alemanha não conseguirá lidar com altos números de migrantes. Em dezembro, 46% deram esta resposta.

O apoio à chanceler Angela Merkel, que está sob pressão por causa de suas políticas para receber refugiados, também caiu - 39% dos entrevistados concordaram que ela está fazendo um "bom trabalho" neste tema. Em dezembro, 47% concordaram com a mesma afirmação.

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