Rainha da Jordânia rebate charge de Charlie Hebdo sobre menino sírio afogado

A rainha Rania, da Jordânia, publicou um desenho em sua conta no Twitter como reação à charge do semanário satírico francês Charlie Hebdo sobre o menino sírio Alan Kurdi, que morreu afogado em uma praia da Turquia.

No desenho, de autoria do cartunista jordaniano Osama Hajjaj, o menino sírio aparece retratado como um médico quando adulto.

No tuíte que acompanha a charge, Rania escreveu que "Alan poderia ter sido um médico, um professor, um pai amoroso".

A postagem foi uma resposta ao Charlie Hebdo que publicou nesta semana uma charge que retrata um homem correndo atrás das mulheres e diz que, se tivesse sobrevivido, Alan seria "apalpador de nádegas na Alemanha" quando adulto.

A charge francesa faz referência ao episódio ocorrido na cidade alemã de Colônia durante o Ano Novo, quando mulheres foram vítimas de assédio sexual, roubo e estupro por grupos de refugiados.

Parentes de Alan, que vivem no Canadá, afirmaram estar revoltados com a charge.

No entanto, algumas pessoas interpretaram o desenho como uma crítica à forma como a mídia muda rapidamente de opinião sobre os refugiados.

Não é a primeira vez que o semanário francês retrata o menino sírio em suas charges. Em uma delas, o corpo de Alan aparece estirado na areia da praia próximo a um anúncio do McDonald's com a legenda: "Tão perto".

A fotografia do menino sírio de dois anos morto em uma praia da Turquia no ano passado provocou comoção mundial sobre a crise humanitária envolvendo refugiados.

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