'O risco é alto e o dinheiro, pouco': a vida de engolidores de fogo no Paquistão

Rosto pintado com motivos tribais, combinando com os trajes, uma garrafa de querosene e fogo. Esses são o uniforme e as ferramentas de trabalho do paquistanês Zulfiqar Hussain, engolidor de fogo profissional.

Ele se arrisca no trabalho perigoso para sustentar a família - ele e a mulher têm quatro filhos.

Morador da cidade de Karachi, no sul do Paquistão, ele vê a profissão como honrosa. Mas não deixaria que seu filho seguisse seus passos.

"A arte é perigosa. O risco é alto e o dinheiro é pouco", diz.

Ele faz parte de um grupo de seis dançarinos que, além de performances passando o fogo pelo corpo, também o engolem e o acendem ao cuspir.

"É claro que queima. Mas o que podemos fazer?", afirma ele. "Temos que suportar. Esse é nosso trabalho."

Ele queixa-se também que às vezes sente medo de engolir o querosene e que "os organizadores do show" ganham mais do que ele.

"Meu treinador passou a vida inteira fazendo isso, antes de me ensinar. E agora tenho que fazer isso pelo resto da minha vida também."

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