PRB 'fecha questão' por impeachment e seus 22 deputados votarão contra Dilma

Ricardo Senra - Enviado especial da BBC Brasil a Brasília

Enquanto todos os holofotes da imprensa e do governo se preocupavam com a decisão do PP pela permanência ou não na base aliada, o PRB, de Celso Russomano, que reúne 22 deputados federais, decidiu por unanimidade pela defesa do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

A informação foi dada por deputados do partido à BBC Brasil logo após a reunião e confirmada pela liderança do PRB na Câmara dos Deputados. O termo "fechar questão" indica que os deputados que não seguirem a decisão do partido receberão punições, incluindo expulsão da legenda.

Em reunião conduzida pelo pastor da Igreja Universal e presidente do partido, Marcio Ribeiro, o PRB decidiu que todos os seus membros são obrigados a apoiar o afastamento da presidente.

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Com a decisão, 9 deputados que se apresentavam com posição indefinida - e eram disputados, um a um, pelo governo petista - passaram a engrossar o coro dos que pedem o afastamento. Entre eles, está o cantor Sérgio Reis (PP), também filiado à legenda.

"O partido tem um corpo técnico e jurídico muito consistente", disse o deputado Lindomar Garçon à BBC Brasil - que até esta terça-feira se apresentava como "voto indefinido".

"Estava esperando a decisão do partido. Eles leram todo o parecer da comissão (especial de impeachment) e recomendaram o afastamento."

'Indefinidos'

Para que o processo de impeachment tenha prosseguimento no Congresso, são necessários 342 votos a favor do impedimento. Se o número for alcançado, a pauta segue para votação entre os senadores. Se não, a presidente é mantida no cargo.

Já o PP anunciou, após longa reunião a portas fechadas, que apoiará o impeachment de Dilma, mas não fechará questão - o que indica que alguns deputados da legenda ainda apoiarão a presidente.

No total, 20 deputados do PP ainda se apresentavam como "indefinidos" sobre o impeachment até a reunião. Outros cinco deputados - Adail Carneiro (CE), Aguinaldo Ribeiro (PB), Nelson Meurer (PR), Ricardo Barros (PR) e Roberto Britto (BA) haviam anunciado que votarão contra o impedimento de Dilma Rousseff.

Procurada, a liderança do partido não confirma se eles mantiveram ou mudaram de posição.

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