Número de mortos em terremoto do Equador passa de 200

Subiu para ao menos 235 o número de mortos por conta do terremoto que atingiu o Equador.

O presidente Rafael Correa informou a elevação no número de mortos em sua conta de Twitter e listou as áreas mais afetadas. Correa afirmou que seu vice, Jorge Glas, vai a Portoviejo (oeste do país) para verificar quais foram os danos naquela cidade.

Glas está percorrendo as áreas mais danificadas do Equador neste domingo.

"São momentos muito difíceis. Temos informação de que há pessoas feridas presas nos escombros em distritos diferentes e estamos nos aprontando para resgatá-las", disse o vice-presidente.

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O terremoto, de magnitude entre 7 e 8, atingiu o Equador na noite de sábado. Há mais de 1,5 mil feridos.

Correa estava na Itália e interrompeu a viagem para voltar ao país. O presidente declarou estado de emergência pedindo para que o país mantenha a "calma e a união".

Deslizamentos

Helicópteros e ônibus estão levando soldados para as áreas mais afetadas, mas o trajeto é difícil devido aos deslizamentos decorrentes dos tremores.

Em algumas áreas as pessoas estão usando apenas as mãos para tentar retirar os sobreviventes dos escombros.

Alimentos e outros bens essenciais estão sendo distribuídos, e ajuda internacional para o país também está começando a chegar. Os dois primeiros países a enviar suprimentos foram Venezuela e México.

Os danos à infraestrutura também foram grandes: uma ponte foi totalmente destruída em Guayaquil, a cerca de 300 quilômetros do epicentro.

Gabriel Alcivar, prefeito de Pedernales, cidade próxima do epicentro dos tremores, afirmou que a "cidade inteira" foi destruída.

"Estamos tentando fazer o máximo possível, mas o que podemos fazer é quase nada", acrescentou o prefeito, alegando que a cidade também está sendo alvejada por saqueadores.

Outra cidade muito atingida foi Manta, no litoral equatoriano.

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"O terceiro andar (da casa) desabou em cima de todos nós. Estão todos lá, minha família, minha irmã, meus filhos. Eles estão todos lá, há muitas pessoas (lá). Meu Deus, tomara que a ajuda chegue", disse uma mulher.

O equatoriano Cristian Ibarra Santillan estava na capital, Quito, quando o terremoto atingiu o país.

"Por dois ou três meses (antes) tivemos alguns tremores pequenos, e pensei que era um deles. Mas, depois de 20, 30 segundos, começou a ficar muito forte", disse Santillan à BBC.

"Peguei meu cachorro e me escondi embaixo da mesa. Mas como (o tremor) não passava, corri com ele para fora (de casa)."

Histórico

O terremoto deste fim de semana é o maior no Equador desde 1979. Depois do tremor inicial, ocorreram mais de 130 réplicas.

Segundo aagência geológica dos Estados Unidos, o tremor ocorreu relativamente próximo da superfície, a uma profundidade de 19,2 quilômetros, cerca de 27 quilômetros da cidade de Muisne, em uma área não muito populosa.

O país está localizado no limite entre as placas tectônicas de Nazca e da América do Sul e no chamado "Anel de Fogo", a região onde há muita atividade sísmica.

O tremor também foi sentido na Colômbia.

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