Militares invadem café para libertar reféns em Bangladesh

Tropas do govenro invadiram um café em Dhaka, capital de Bangladesh, onde homens armados fizeram reféns nesta sexta-feira.

Parte dos reféns detidos seriam italianos e japoneses. Ao menos oito teriam sido resgatados na ação.

O grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque.

Um corresponde da BBC no local afirmou que um tiroteio foi ouvido na manhã de sábado.

Mais cedo dois policiais morreram em uma troca de tiros e ao menos 30 ficaram feridos.

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A invasão teria sido liderada por forças especiais (comandos) do Exército e da Marinha. A operação também é integrada por policiais e forças paramilitares.

Oito ou nove homens armados invadiram o café Holey Astisan Bakery por volta de 21h20 (12h20 no Brasil) e abriram fogo.

Em uma declaração por meio de sua "agência de notícias" Amaq, o autoproclamado Estados Islâmico afirmou que havia atacado um restaurante "frequentado por estrangeiros". Os extremistas disseram ter matado 20 pessoas "de diferentes nacionalidades", mas essa informação não pôde ser confirmada.

Sete cidadãos italianos estariam no café, segundo Mario Palma, o embaixador italiano em Dhaka, segundo a mídia italiana.

O governo japonês afirmou que cidadãos do país estariam entre os reféns.

O ataque ocorre após uma série de assassinatos de blogueiros, ativistas dos direitos dos gays, acadêmicos e membros de minorias religiosas atrbuídos a militantes islâmicos.

Análise: Anbarasan Ethirajan, ex-correspondente da BBC em Bangladesh

Esta é provavelmente a primeira vez que estrangeiros foram feitos reféns em uma ação dessas proporções em Bangladesh.

O ataque acontece no momento em que Bangladesh se prepara para o festival muçulmano Eid, quando muitas pessoas vão para suas cidades no interior para passar uma semana de feriado.

O governo vinha sempre negando a presença do EI no país.

Até agora os ataques vinham se concentrando em indivíduos específicos ou forças de segurança. Mas atacar um café em um bairro diplomático onde a segurança é alta é uma escalada dramática da violência.

O governo foi pego desprevinido, e a ação expõe falhas nos serviços de segurança e inteligência do país.

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