Itamaraty confirma morte de brasileira no atentado em Nice

Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

  • Reprodução/Facebook

    Elizabeth e o marido, o suíço Sylian

    Elizabeth e o marido, o suíço Sylian

O Itamaraty confirmou a morte da carioca Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, radicada na Suíça, no atentado em Nice no dia 14 de julho. Ela estava desaparecida desde o ataque na quinta-feira.

Uma das filhas de Elizabeth, Kayla, de seis anos, com nacionalidade suíça e que não tinha passaporte brasileiro, também faleceu no atentado que matou pelo menos 84 pessoas.

A identificação da carioca foi feita por meio de testes de DNA e confirmada oficialmente às autoridades brasileiras na madrugada deste domingo.

Desde o ataque, na quinta-feira, a família de Elizabeth tentava localizá-la nos hospitais de Nice. As autoridades brasileiras também aguardavam informações para saber onde ela poderia estar internada.

"Mãe e filha faleceram depois de três dias de intensa procura, infelizmente", escreveu em sua página no Facebook Inês Gyger, mãe de Elizabeth e avó de Kayla.

Suíça

Inês mora na Suíça há mais de 20 anos e foi para Nice acompanhada de outros membros da família após o atentado.

Sylvain Soloz, marido de Elizabeth, havia visto a mulher ser levada pelos bombeiros após o ataque.

Ele está recebendo acompanhamento psicológico. Ele e as outras duas filhas do casal, Djulia, de quatro anos, e Kimea, de sete meses, não ficaram feridos.

Inês havia protestado contra a demora das autoridades francesas em passar informações sobre sua filha e identificar as vítimas. A morte de sua neta havia sido informada à família no dia seguinte ao ataque.

O advogado da embaixada brasileira chega a Nice nesta segunda-feira para auxiliar nos trâmites jurídicos.

A família irá decidir se Elizabeth e a filha Kayla serão enterradas no Brasil ou na Suíça.

Elizabeth, seu marido e as filhas estavam a passeio na estação balneária da Côte d'Azur. Ele haviam chegado a Nice no sábado anterior à tragédia.

O ataque foi feito pelo tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, que, dirigindo um caminhão, atropelou a multidão que assistia à queima de fogos das comemorações da tomada da Bastilha, data nacional francesa.

O governo francês prometeu arcar com todas as despesas hospitalares e indenizar rapidamente as vítimas.

Outras duas brasileiras, Elisa Curvello e Sueli Rebello, continuam desaparecidas. Seus nomes foram passados pelas famílias ao consulado brasileiro em Paris, mas não se sabe se elas teriam passado por Nice no dia do atentado ou estariam visitando outras localidades da região.

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