"Perdi minha dignidade", diz camelô retirado de local símbolo da 'regeneração' do Rio

Ademar é um dos 40 camelôs removidos da Travessa do Liceu, uma rua estreita no centro do Rio, parte do projeto de regeneração da área.

A prefeitura ofereceu aos comerciários outros locais para atuação, como a Rodoviária Novo Rio, uma região menos nobre, na zona Norte da cidade, e também perto da Central do Brasil, para onde Ademar foi transferido.

Segundo ele, a área tem pouco movimento, muita violência e dependentes de crack.

"O recado que eu diria ao meu prefeito (Eduardo Paes) é que ele aceitasse a gente de volta ali naquele beco, que ele mandasse a prefeitura fazer uns quiosques ou nós mesmos nos juntando e fazendo uns quiosques bonitinhos compatíveis com a Praça Mauá".

"Eu perdi minha dignidade. O padrão de vida que eu levava caiu. Hoje, tem vezes que não almoço", acrescenta, explicando se, tiver arrecadado pouco dinheiro até a hora do almoço, deixa de comer para levar dinheiro para a família.

A história do camelô foi destacada no programa #BBCPorAí que, em sua primeira edição, nesta sexta-feira, mostrou os dois lados da transformação do Rio Olímpico.

Questionada pela BBC Brasil, a prefeitura prometeu voltar a negociar uma nova localidade para o grupo após a Olimpíada.

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