Sírio reconstrói vida no Rio: 'Se você corre atrás, consegue'

Rodrigo Pinto

Quando tinha 19 anos, Adel Bakkour deixou Aleppo, na Síria, e veio para o Brasil - ele e o irmão foram retirados do país quando a família percebeu que a situação lá era muito perigosa para homens jovens.

Quatro anos depois, a guerra se agravou. A mãe de Adel continua na cidade síria, em área dominada pelo governo. Mas eles se falam por WhatsApp. Todos os dias.

Aleppo está sitiada e vem sendo palco de sangrentas batalhas entre forças do governo e rebeldes há várias semanas.

Até o fim do ano, Adel tentará trazer a mãe para o Brasil - o pai dele, um ex-dono de supermercado, já está no país.

O jovem ensina árabe na ONG Abraço Cultural, que tem aulas de idiomas dadas por refugiados.

É verdade que sua situação melhorou com as aulas e uma bolsa de estudos na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mas a chegada ao país foi difícil e marcada pela pobreza.

Mesmo matriculado na universidade, após ter sua transferência aceita, ele teve de dormir por seis meses em uma barraca sob a marquise do alojamento universitário. "Passei muitas dificuldades aqui", diz.

A história de Adel faz parte da série #Olhares, na qual a BBC Brasil traz depoimentos de estrangeiros sobre o Brasil. Os vídeos serão publicados ao longo dos Jogos Olímpicos.

No próximo episódio, o maestro americano que comanda a Orquestra Sinfônica Nacional pede que o Brasil exporte mais música, para além de Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos.

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