Com ouro na vela, Martine Grael é 1ª campeã olímpica brasileira a repetir feito de um de seus pais

Fernando Duarte - BBC Brasil no Rio de Janeiro

Martine Grael e Kahena Kunze fizeram história nas águas da Baía de Guanabara nesta quinta-feira ao conquistar uma medalha de ouro na vela, na classe 49er FX, na Rio 2016. Juntas, ganharam o primeiro ouro feminino brasileiro do esporte na história das Olimpíadas.

Martine, porém, estabeleceu marcas à parte: além de aumentar o legado de seu sobrenome na galeria de heróis olímpicos do Brasil, ela conquistou para o país um inédito "ouro geracional".

Ela é a primeira filha de um campeão olímpico a repetir o feito. Seu pai, o velejador Torben Grael, é, ao lado do colega de esporte Robert Scheidt, o maior medalhista olímpico brasileiro.

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Ele ganhou seu primeiro ouro há exatos 20 anos, em Atlanta 1996. Conquistou mais um em Atenas (2004). Também já levou uma prata, em Los Angeles (1984), e dois bronzes, em Seul (1988) e Sydney (2000).

Na história olímpica brasileira, apenas o levantador Bruninho, da seleção masculina de vôlei, tinha iniciado uma "dinastia" ao conquistar uma medalha de prata em Pequim 2008, mesma posição no pódio que seu pai, o técnico Bernardinho, ficou como jogador em Los Angeles, em 1984.

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A família Grael tem ainda dois bronzes olímpicos conquistados pelo irmão de Torben, Lars, também velejador, em 1988 e 1996. Lars e Torben foram os primeiros irmãos a conquistar medalhas pelo Brasil, recorde que durou até 2012, quando Esquiva e Yamaguchi Falcão subiram ao pódio no boxe.

Esperança

Martine e Kahena evitaram também que a vela brasileira "passasse em branco" na Rio 2016 e, pela primeira vez desde dos Jogos de 1992, em Barcelona, na Espanha, deixasse de conquistar um pódio.

A dupla obteve a quarta medalha de ouro brasileira e deixou o país mais perto de ao menos igualar o maior número de ouros já obtidos em uma olimpíada - cinco, em Atenas (2004).

De quebra, deu esperança de que a delegação brasileira fique perto do total de 17 pódios obtidos em Londres, há quatro anos - a melhor participação do Brasil na história dos Jogos.

O país já não vai mais atingir a meta de mais de 20 medalhas previstas para que terminasse entre os dez maiores colecionadores de medalha na Rio 2016, mas, ao menos, obtém resultados históricos por si.

A vitória na classe 49er foi apenas a segunda medalha feminina brasileira na vela: em 2008, Isabel Swan e Fernanda Oliveira levaram o bronze na classe 470.

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