Misteriosa chacina de família brasileira choca cidade espanhola

A polícia da cidade espanhola de Guadalajara, nos arredores de Madri, está às voltas com a misteriosa chacina de uma família de brasileiros, descoberta na noite de sábado, em um condomínio residencial de classe média, no vilarejo de Pioz.

Alertados por um vizinhos, que procurou as autoridades para reclamar de um forte cheiro vindo da casa de dois andares, agentes encontraram os corpos de dois adultos e duas crianças - entre elas um bebê de um ano -, esquartejados e embalados em sacos de lixo.

O crime pode ter ocorrido há semanas, já que vizinhos disseram à polícia que não viam a família desde o final de agosto.

'Ajuste de contas'

A polícia confirmou que a identidade das vítimas era brasileira. Seus nomes e idades não foram divulgados, mas as autoridades afirmaram às agências de notícias que as duas crianças eram "muito pequenas", nascidas em 2015 e 2012.

Vizinhos entrevistados por emissoras espanholas disseram que a casa era alugada pela família desde julho e que esta raramente era vista nas ruas.

Não havia sinais de arrombamento na casa de dois andares, o que sugere que a família poderia conhecer os autores do crime. Os agentes trabalham com a hipótese de que a família tenha sido morta para um ajuste de contas, que pode ter sido levado a cabo por assassinos profissionais.

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"Temos informações de que a família vivia na Espanha há poucos meses, depois de fugir do Brasil. Mas ainda precisamos esperar as investigações", disse ao jornal El Confidencial o delegado encarregado do caso, José Julián Gregorio.

Ao mesmo tempo, fontes policiais negaram ao jornal El Mundo que os integrantes da família tivessem antecedentes criminais.

Mas chamou a atenção dos agentes o fato de a casa ser uma espécie de fortaleza: é cercada por um muro de dois metros, com grades nas janelas e com um videofone na porta. Segundo fontes policiais ouvidas pela mídia espanhola, a casa era pouco mobiliada, o que dava a impressão de que a família buscava se esconder.

Os agentes não teriam encontrado nem drogas nem grande quantidade de dinheiro na casa, que fora alugada em uma imobiliária local. Moradores ficaram assustados, em especial porque o condomínio conta com pelo menos uma guarita para controlar a entrada de visitantes.

A vice-prefeita Sandra Martín afirmou que a cidade está "devastada" com o crime e terá dois dias de luto oficial. "Estamos chocados. É um vilarejo calmo", afirmou Martín, segundo a France Presse.

Para as autoridades de Guadalajara, o caso é ainda mais sinistro porque, no início de setembro, um outro corpo esquartejado foi encontrado na cidade, em uma fazenda. As investigações ainda não foram encerradas.

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