Há 50 anos, deslizamento trágico de mina soterrava escola e deixava 144 mortos no Reino Unido

Há exatos 50 anos, uma vila no sul do País de Gales chamada Aberfan sofreu um dos maiores desastres da história da região.

Um deslizamento de dejetos de uma mina de carvão destruiu escola e casas da vila e deixou 144 mortos - incluindo 116 crianças.

Em 1966, a vila de Aberfan era um local que sobrevivia quase exclusivamente da extração das minas de carvão.

Os resíduos da atividade eram depositados em aterros. Naquele ano, após fortes chuvas, um dos aterros - construído em 1958, quase dez anos antes - entrou em colapso e liberou uma avalanche de dejetos sobre casas e a única escola da vila.

Na época, diante da instabilidade do solo, moradores já apontavam a possibilidade de deslizamento - uma chuva mais forte, diziam, poderia arrastar tudo para baixo. E foi isso o que aconteceu.

A tragédia marcou a história da vila. As vítimas foram relembradas nesta sexta-feira com homenagens no Reino Unido.

O príncipe Charles fez um discurso em memória das vítimas. Ele visitou o memorial de Aberfan e afirmou que o espírito da comunidade prova que "o amor vence até mesmo a mais triste perda".

Apuração e consequências

Um inquérito procurou identificar as causas do desastre e o que poderia ter sido feito para impedi-lo. A polícia recolheu provas, ouviu testemunhas e levantou dados sobre condições geológicas da região.

Ao final, as autoridades concluíram que o Conselho Nacional do Carvão, responsável pelo aterro, era responsável pelo desastre.

A conclusão foi que o órgão ignorou alertas sobre as condições perigosas do aterro e a instabilidade do solo, já que pequenos deslizamentos anteriores indicavam risco.

O conselho indenizou famílias afetadas pelo desastre, mas não houve punições criminais.

Após o desastre, uma nova lei sobre minas e pedreiras foi aprovada em 1969 para garantir segurança de escolas, vilas e casas ao redor dessas empresas.

Um jardim com árvores e plantas foi erguido no lugar da antiga escola de Aberfan, cenário hoje das homenagens às vítimas.

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