Maioria republicana no Congresso deixa 'caminho livre' para Trump aprovar medidas

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um motivo adicional para comemorar sua vitória: seu partido manteve o controle do Congresso.

Com maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, o republicano terá o caminho livre para aprovar medidas.

O Partido Republicano controla a Câmara dos Representantes desde 2010. Quatro anos depois, em 2014, passou a controlar também o Senado.

Por causa disso, Obama enfrentou forte oposição e teve diversos projetos de lei barrados no Congresso.

No Senado, 34 assentos dos 100 assentos estavam em disputa. A vitória apertada do senador Pat Toomey sobre a democrata Katie McGinty, na Pensilvânia, selou a disputa na casa.

Confira outros desdobramentos:

  • Todd Young venceu o ex-Senador Evan Bayh e manteve seu assento em Indiana.
  • Richard Burr asseguro seu lugar na Carolina do Norte
  • Ron Johnson também foi vitorioso em Winsconsin, apesar das expectativas indicarem uma vitória do democrata Russ Feingold.
  • Marco Rubio, que concorreu nas primárias contra Trump também assegurou seu assento na Flórida.
  • O ex-candidato à presidência John McCain também manteve seu assento no Arizona.

Até o momento, a apuração das urnas indica que os republicanos obtiveram 51 assentos no Senado, contra 45 dos democratas.

Na Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara de Deputados brasileira), a renovação foi completa. No total, 435 congressistas foram eleitos ? ou reeleitos.

Mesmo tendo se distanciado de Trump durante a campanha, o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, foi reeleito em Winsconsin.

Minorias ganham destaque

Apesar do triunfo republicano, pelo menos duas democratas fizeram história ao se tornarem as primeiras representantes de minorias a serem eleitas para o Congresso.

Na Câmara dos Representantes, Ilhan Omar se tornou a primeira americana muçulmana de origem somali a ser eleita para um cargo público. Ela vai representar o Estado de Minnesota.

Ilhan chegou aos Estados Unidos ainda criança, após escapar da guerra civil na Somália com sua família.

Antes disso, ela havia passado quatro anos em um campo de refugiados no Quênia.

Já no Senado, a democrata Catherine Cortez Masto levou um dos 34 assentos em disputa, tornando-se a primeira mulher de origem latina a ser eleita para o Senado.

Masto venceu uma disputa acirrada contra o republicano Joe Heck, em uma campanha que bateu recorde de gastos, segundo informou o jornal americano The New York Times.

Ela vai ocupar o assento do senador veterano Harry Reid, que era líder da minoria democrata na casa e vai se aposentar neste ano.

Neta de um imigrante mexicano, Masto chega ao Senado aos 52 anos.

Ela foi advogada-geral em Nevada e angariou votos ao juntar sua campanha à de Hillary Clinton, que venceu no Estado.

Durante toda a campanha, Masto criticou fortemente os planos de Trump de construir um muro dividindo os Estados Unidos e o México.

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