Melania Trump, a ex-modelo eslovena que será primeira-dama dos EUA

  • Chang W. Lee/The New York Times

    Melania Trump

    Melania Trump

Muita gente acredita que Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, não gosta de imigrantes, mas seus casamentos mostram o contrário: duas das três mulheres com quem se uniu são europeias.

A atual, a ex-modelo Melania Trump, é eslovena - sua primeira mulher, Ivana, nasceu na antiga Tchecoslováquia.

Com a eleição do republicano nesta quarta-feira, Melania, de 45 anos, vai se tornar a segunda primeira-dama dos Estados Unidos nascida fora do país. A primeira foi a britânica Louisa, mulher de John Quincy Adams, presidente de 1825 a 1829.

Ela se manteve discreta na maior parte da campanha do marido, 24 anos mais velho que ela, até chamar a atenção durante a Convenção Nacional do Partido Republicano, em julho.

Na ocasião, enfrentou acusações de plagiar a primeira-dama atual, Michelle Obama.

Comentaristas notaram semelhanças entre parte do seu discurso com a fala de Michelle na convenção dos democratas de 2008, quando Barack Obama foi oficialmente nomeado candidato à Casa Branca.

Esposa de Donald Trump é acusada de plagiar discurso de Michele Obama

Fiel escudeira

Nas raras entrevistas que concedeu, Melania sempre saiu em defesa do marido, principalmente após as inúmeras denúncias de assédio sexual ele.

Segundo ela, as acusações fariam parte de uma conspiração para desestabilizar a candidatura de Trump.

"Meu marido é gentil, é um cavalheiro. Ele jamais faria isso", disse em entrevista à rede de televisão CNN.

Melania também provocou polêmica ao tentar minimizar os comentários obscenos de Trump em relação às mulheres, feitos em uma gravação de 2005 que veio à tona durante a campanha.

Ela disse que o tipo de linguagem não era apropriado, mas afirmou que o marido foi induzido a fazer declarações machistas, já que se tratava de uma "conversa de meninos".

'Segui a lei'

Carlo Allegri/Reuters
Donald Trump beija sua mulher, Melania Trump, em comício na Flórida
A eslovena, que desembarcou nos EUA em 1996, apoiou inclusive as polêmicas declarações de Trump sobre imigrantes.

"Quando o México envia seu povo, não está enviando o melhor, está mandando gente que tem muitos problemas e que traz seus problemas junto. Eles estão trazendo drogas, crime, estupradores. Suponho que há alguns que são bons", afirmou o magnata em junho do ano passado, quando anunciou sua candidatura.

Em entrevista à rede de televisão MSNBC, Melania disse que as declarações do marido não tinham sido ofensivas.

"Não acho que os mexicanos foram insultados. Ele falou dos imigrantes ilegais. Não falou de todos", argumentou.

Segundo a agência Associated Press, Melania teria violado as leis de imigração quando começou a trabalhar como modelo em Nova York.

Ela nega as acusações e afirma que seguiu todos os trâmites necessários para se tornar residente e, em seguida, cidadã do país.

"Segui a lei", disse.

Política em casa

Embora não entre em detalhes sobre as propostas do marido, Melania afirma ser uma pessoa "politizada" nos bastidores.

"Não sou política em público. Sou política em casa", declarou.

O próprio Trump já admitiu que ela é sua conselheira. Melania o teria incentivado a se candidatar à Casa Branca, afirmou o presidente eleito.

"Concordo sempre com ele? Não. Dou a minha opinião, digo a ele o que penso. Às vezes ele escuta, outras vezes, não", declarou a futura primeira-dama à revista Us.

Fotos comprometedoras

Durante a campanha, não foram apenas Trump e a democrata Hillary Clinton que tiveram suas vidas passadas a limpo - a mulher do presidente eleito também.

À medida que o marido ocupava os holofotes, não demoraram a ser divulgadas fotos da sua época de modelo.

Em algumas imagens, Melania aparecia seminua. Para alguns especialistas, as fotos poderiam ser usadas como munição pelos adversários de Trump, sob o argumento de que o candidato republicano talvez não fosse tão conservador assim.

A campanha de Trump rejeitou as insinuações, afirmando que as fotos não descredenciavam Melania a se tornar primeira-dama.

"Ela é bonita, inteligente, divertida e empreendedora", disse, na ocasião, Katrina Pierson, porta-voz da campanha, à rede de televisão americana CNN.

"Ela foi modelo, era sua profissão. Não nos sentimos mal por isso. Ela é uma mulher forte", acrescentou.

O tabloide britânico Daily Mail foi além e sugeriu, por sua vez, que Melania teria aceitado trabalhos como acompanhante em Nova York na década de 1990.

Ela foi à Justiça contra a publicação - pede uma indenização de US$ 150 milhões (R$ 487 milhões) por danos morais.

Uma família unida

Aaron P. Bernstein/ Reuters
Donald Trump e sua filha Ivanka (dir.) durante a Convenção Republicana
Melania é a terceira mulher de Trump, que tem cinco filhos. Ivanka Trump, de 34 anos, é a mais conhecida da prole. Ex-modelo, foi uma figura de peso na campanha do pai. Apesar de ter dado a luz a seu terceiro filho em março, não parou de buscar votos.

Famosa no mundo da moda e do design, Ivanka conta com mais de 1,9 milhão de seguidores no Twitter, base que foi usada por Trump durante sua corrida para a Casa Branca.

Ivanka é irmã de Donald Jr. e Eric Frederick, que tocam os negócios do império da família. Os três nasceram do casamento de Trump com Ivana, que também foi modelo.

Trump e Ivana se casaram em 1977 e, na década de 80, formavam um dos casais mais ricos, famosos e poderosos do mundo de negócios em Nova York.

Em 1992, protagonizaram um polêmico divórcio - o magnata tinha se apaixonado pela atriz Marla Maples, com quem se casou no ano seguinte. Eles tiveram uma filha, Tiffany, e se separaram em 1999.

Em 2005, Trump se casou com Melania durante uma cerimônia em Palm Beach, na Flórida. Da união, nasceu o pequeno Barron, o integrante mais novo do clã.

A família se manteve unida em torno da mesma meta: eleger Trump presidente dos EUA.

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