Avaliação de Temer melhora em pesquisa, mas maioria diz que ele é pior ou igual a Dilma

A maioria dos brasileiros considera o presidente Michel Temer como igual ou pior que a ex-presidente Dilma Rousseff. A informação é da pesquisa Pulso Brasil feita pela pela consultoria Ipsos.

Para 40% dos entrevistados, o peemedebista é visto como pior que a antecessora e, para 34%, ele é considerado igual à petista. Apenas 17% o consideram melhor e 9% das pessoas ouvidas não souberam responder.

Na comparação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 56% afirmam que Temer é pior, 21% dizem que ele é igual, 13% melhor e 9% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas em 72 cidades brasileiras entre 5 e 18 de janeiro de 2017. A margem de erro de é 3 pontos percentuais para cima ou para baixo, para um índice de confiança de 95% - ou seja, 95 de cada cem resultados estão dentro da margem de erro na realidade.

"O agravante para Temer, na minha opinião, é ele não ser considerado melhor que Dilma. Só 17% acham que Temer vem atuando de forma melhor do que Dilma atuou", opina o diretor da Ipsos Public Affairs, Danilo Cersosimo.

"Temer é considerado pior que Dilma e Lula, mas isso não significa dizer que os brasileiros estão aprovando Dilma e Lula. Quando a gente olha os índices de aprovação da imagem deles, elas (as imagens) são tão negativas quanto a do Temer. A interpretação aqui é de que Dilma e Lula são figuras desaprovadas pelos brasileiros, mas Temer não conseguiu demonstrar nada melhor do que eles", explicou.

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Avaliação de Temer

Já a avaliação do desempenho de Temer na Presidência melhorou em relação a dezembro. No último mês de 2016 apenas 15% dos entrevistados o aprovavam - a pior avaliação desde que assumiu oficialmente a Presidência, em agosto. Agora em janeiro foram 19%.

O número de pessoas que desaprovam o modo como ele conduz o país caiu de 77% para 75%, variando dentro da margem de erro. A quantidade de pessoas que não souberam responder caiu de 8% para 6%.

No mesmo período, a avaliação do governo federal também variou de maneira positiva, mas segue sendo reprovada - 59% classificaram a gestão como ruim ou péssima em janeiro. Em dezembro, eram 62%.

"O que continua impactando negativamente a avaliação do atual governo são os frequentes escândalos de corrupção escancarados pela Lava Jato, a imagem negativa da classe política e a demora da retomada da crise econômica", diz Cersosimo. Ele ressaltou que a delação de executivos da Odebrecht pode piorar o quadro.

Visão do rumo do Brasil

A percepção de que o Brasil está no rumo errado permanece muito alta desde a votação do impeachment de Dilma na Câmara, em abril do ano passado. Na época, 93% dos entrevistados acreditavam que o país não estava no caminho certo. Em janeiro, o número caiu para 88%. "Ele (Temer) não mudou, nesses meses todos, essa percepção - e isso é um grande problema", explicou Cersosimo.

Na visão do pesquisador, o presidente não conseguiu criar a expectativa de que coisas boas aconteceriam desde que assumiu o poder. Ele afirma que a esperança dos brasileiros no ano passado estava mais ligada a uma sensação de alívio pela saída da Dilma e do PT do que pela entrada de Temer.

Para piorar a situação, acrescentou Cersosimo, Temer é visto como um político tradicional, nos moldes dos políticos que têm sido rejeitados em eleições recentes, tanto no Brasil (como na votação para prefeito de SP) como no exterior (que resultou na eleição de Donald Trump).

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