'Meus pés congelaram': Como vivem os sem-teto sob o frio de -30ºC de Moscou

Morar na rua não é algo fácil, mas a situação pode se agravar em Moscou, onde no inverno a temperatura pode cair para -30ºC.

Nesta época, a demanda por camas nos abrigos públicos da capital russa dobra, com os sem-teto buscando se proteger do clima rigoroso que atinge a cidade.

Yuri Zhdanov conta que dormia na rua no último inverno, mas, neste, "tem sorte" de poder contar com uma vaga em um abrigo.

"Perdi meu pé no inverno anterior. Não fazia o pior frio do mundo, mas ele congelou mesmo assim", conta ele.

"Uma patrulha me trouxe até aqui. Tomei banho, recebi comida e tenho uma cama para dormir. Do que mais uma pessoa como eu precisa?"

Estima-se que 15 mil pessoas vivam nas ruas de Moscou. Elas recebem a ajuda de serviços públicos e instituições de caridade, que doam roupas e comida.

Estes esforços ajudaram a reduzir as mortes dos sem-teto neste período do ano, dizem as autoridades.

"Patrulhamos locais onde as pessoas que precisam de nossa ajuda se reúnem, como estações de trem e outros locais públicos", conta a assistente social Oksana Smirnova.

No entanto, há quem rejeite os abrigos. Dmitri vivia em um bueiro, até ele ser selado pelo poder público. Hoje, compartilha uma casa abandonada com um casal.

"Faz 17ºC no meu quarto. Tenho minha própria cama. Cozinho com um fogão a diesel", conta ele.

O local não tem eletricidade, e suas condições são precárias. Ainda assim, Dmitri prefere viver nele do que ir para um abrigo.

"Fiquei em um abrigo no ano passado. Sabe o que eu peguei lá? Pulgas!", diz.

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