Em 4 pontos: o que se sabe sobre a explosão no metrô de São Petersburgo

Pelo menos onze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após uma explosão no metrô de São Petersburgo, na Rússia.

Agências de notícias afirmam que as explosões atingiram um trem entre as estações de Sennaya Ploshchad e Tekhnologichesky Institut, no centro da cidade. As causas da explosão ainda são desconhecidas.

Além disso, informou o Comitê Antiterrorismo russo, um explosivo caseiro foi desativado na estação Ploshchad Vosstaniya, a cerca de 3 km da Tekhnologichesky Institut. Toda a rede de metrô de São Petersburgo foi fechada, e autoridades do metrô de Moscou afirmaram que reforçariam as medidas de segurança por causa do incidente.

Confira, a seguir, o que se sabe até agora sobre a explosão:

1. O que aconteceu?

As primeiras imagens publicadas nas mídias sociais mostram um trem da estação de Sennaya com suas portas danificadas e com pessoas aparentemente mortas próximas ao local.

Os primeiros relatos falavam em duas explosões diferentes - uma em cada estação de metrô. Mais tarde, porém, o Comitê Antiterrorismo confirmou que houve apenas uma explosão entre as duas estações, por volta de 14h30, horário de Moscou (8h30 de Brasília).

Em entrevista à mídia local, a investigadora Svetlana Petrenko disse que a decisão de o motorista do trem de continuar em movimento apesar da explosão certamente ajudou a salvar vidas, pois permitiu que os sobreviventes fossem resgatados rapidamente.

De acordo com a ministra da Saúde Veronika Skvortsova, 11 pessoas morreram - até agora, se sabe que sete foram declaradas mortas ainda no local, uma na ambulância e duas no hospital. Outras 37 pessoas ficaram feridas.

2. O que causou a explosão?

De acordo com o chefe do Comitê Antiterrorismo, Andrei Przhezdomsky, a explosão foi causada por um explosivo não identificado, mas a causa ainda não foi determinada.

O presidente Vladimir Putin - que estava em São Petersburgo - disse que as causas do incidente, incluindo a possibilidade de terrorismo, estão sendo investigadas. Já o primeiro-ministro, Dmitry Medvedev descreveu o incidente como um "ato terrorista".

A descoberta de outro explosivo, desarmado pela polícia na estação Ploshchad Vosstaniya, indicaria que o ataque foi deliberado. Alguns relatos na mídia local afirmam que a explosão se deu a partir de uma bolsa deixada no trem.

3. O que pode estar por trás das explosões?

As autoridades russas estão sendo cuidadosas e têm evitado apontar um responsável pela explosão no metrô. Uma declaração feita pelo procurador-geral afirmando tratar-se de um ato terrorista, por exemplo, foi logo alvo de retratação.

O serviço de segurança FSB, sucessor do soviético KGB, tem investigadores habilidosos, inclusive especialistas forenses em explosivos. Eles certamente examinarão as imagens das câmeras de segurança, os resíduos da bomba detonada e o explosivo desarmado para encontrar pistas.

Segundo o especialista em assuntos de segurança da BBC, Frank Gardner, as suspeitas devem recair sobre duas fontes, nenhuma delas confirmadas. Em primeiro lugar, um grupo inspirado nos extremistas do autodenominado Estado Islâmico, incentivados pelos recentes bombardeios aéreos russos na Síria. E, em segundo, nacionalistas chechenos - ou até mesmo uma combinação dos dois.

Militantes chechenos e jihadistas internacionais já têm um histórico de planejar ataques ao sistema de transporte russo, mais precisamente em Moscou. Cerca de 7 mil russos já viajaram à Síria para se aliar a grupos extremistas - e alguns podem ter voltado ao país.

4. É o primeiro incidente desse tipo na Rússia?

Esse é o primeiro ataque contra o sistema de metrô São Petersburgo - o 19º mais movimentado do mundo, que transporta cerca de 2 milhões de passageiros todos os dias.

Apesar disso, outros meios de transportes já foram alvo de atentados na Rússia.

Em 2010, 38 pessoas morreram em um ataque suicida duplo no metrô de Moscou. Um ano depois, uma bomba explodiu em um trem de alta velocidade entre Moscou e São Petersburgo, deixando 27 pessoas mortas e outras 130 feridas.

Os dois ataques foram reivindicados por grupos extremistas islâmicos.

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