O que se sabe sobre os autores do atentado em Londres

A polícia diz conhecer as identidades dos três autores do ataque de sábado em Londres, que deixou sete mortos e 48 feridos.

"(...) Divulgaremos as identidades dos três homens responsáveis pelos ataques assim que for operacionalmente possível", disse Mark Rowley, comissário-assistente de Operações Especiais da polícia metropolitana de Londres.

Nesta segunda-feira, a polícia realizou buscas em dois endereços nos bairros de Newham e Barking, no leste de Londres, e disse ter detido "um número de pessoas".

No domingo, foram presas 12 pessoas após buscas em um apartamento em Barking - que, acredita-se, seria a casa de um dos autores do ataque. Desde então, um homem de 55 anos foi liberado.

Os investigadores ainda buscam saber se os três homens atuavam sozinhos ou receberam ajuda.

Buscas

Segundo os vizinhos do apartamento revistado pela polícia no domingo, o homem que morava ali era casado e tinha dois filhos.

Outro vizinho, que não quis se identificar, disse à BBC que o homem tinha se "radicalizado" nos últimos dois anos e que chegou a alertar as autoridades sobre ele, mas que nenhuma ação foi tomada.

"Eu fiz minha parte... mas as autoridades não", afirmou.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou o ataque de Londres através do aplicativo Telegram.

'Uma unidade de segurança dos combatentes do Estado Islâmico realizou os ataques de Londres", disse a agência de notícias Amaq, ligada ao grupo.

'Corram, corram, corram'

Os três autores do atentado de sábado, na região de London Bridge, uma das principais pontes sobre o Tâmisa no centro da capital britânica, atacaram pessoas em bares e restaurantes armados de facas.

Eles vestiam coletes com explosivos falsos, para, segundo a polícia, tentar gerar ainda mais pânico e medo.

Algumas pessoas responderam à ação lançando objetos como cadeiras e copos contra os agressores.

"Eles corriam e gritavam: 'Isto é por Alá'. Apunhalaram uma jovem umas dez ou 15 vezes", descreveu uma testemunha, Gerard Vowls à BBC.

O Serviço de Ambulâncias de Londres recebeu mais de 100 chamadas de emergência ligadas ao ataque na noite de sábado.

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