Equipes correm contra o tempo para resgatar menina presa sob escombros de escola no México

  • Edgard Garrido/Reuters

    Resgatistas trabalham durante a noite desta quarta à procura de alunos na escola Rebsamen

    Resgatistas trabalham durante a noite desta quarta à procura de alunos na escola Rebsamen

Equipes de resgate correm contra o tempo para localizar sobreviventes do desabamento de parte do prédio de uma escola na Cidade do México por causa do terremoto da tarde de terça-feira.

Na noite de quarta-feira, bombeiros conseguiram fazer contato com uma adolescente presa nos escombros. Identificada pela mídia local como Frida Sofia, a menina de 12 anos disse estar próxima de outros dois estudantes, mas que não sabia dizer se eles estavam vivos. Com ajuda de uma mangueira, os bombeiros conseguiram levar água até a menina.

Até agora, os corpos de 21 crianças e quatro adultos foram encontrados no que restou da escola Enrique Rebsamen. Há pelo menos 29 desaparecidos. Onze pessoas foram resgatadas.

De acordo com informações das equipes de resgate, Frida Sofia foi localizada a uma profundidade de 3 metros na pilha de escombros em que se transformou uma das alas do edifício por conta do tremor de magnitude 7,1, o mais forte atingir a capital mexicana desde 1985. Segundo bombeiros, há risco de um novo desabamento no prédio da escola.

Até agora, a contagem oficial de mortos no terremoto é de 237.

A mídia mexicana relatou também casos de pais de crianças e adolescentes presos em outros prédios da capital que teriam recebido pedidos de socorro dos filhos via WhatsApp. Houve pelo menos 27 desabamentos registrados.

O correspondente da BBC Mundo na Cidade do México, Alberto Nájar, visitou a escola e testemunhou o desespero de socorristas e pais de crianças.

Nájar relatou que pelo menos cinco alunos foram retiradas dos escombros e levadas a um hospital. Não há informações ainda sobre o estado de saúde dessas crianças.

O tremor foi registrado às 13h14 no horário local (15h14 em Brasília) com epicentro nos arredores da cidade de Axochiapan, no Estado de Morelos, distante 120 km da capital mexicana. A capital do México, com mais de 20 milhões de habitantes, é uma das mais densamente povoadas do mundo, o que ajuda a explicar o grande número de vítimas.

O terremoto ocorreu duas horas depois de mexicanos terem feito uma simulação de como se proteger contra tremores. Quando o alarme soou, muitos não reagiram pensando se tratar de uma repetição do exercício anterior e não uma trágica coincidência com o histórico terremoto de 1985.

Situado sobre três placas tectônicas, o México é propenso a tremores. No início deste mês, um terremoto de magnitude 8,1 atingiu o sul do país e deixou mais de 90 mortos.

Na terça, após o terremoto, quase 2 milhões de pessoas na capital ficaram sem eletricidade e as linhas telefônicas entraram em colapso.

O prefeito da Cidade do México, Miguel Angel Mancera, informou que pelo menos 44 edifícios na capital mexicana sofreram grandes danos.

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