Terremoto na fronteira entre Irã e Iraque mata mais de 330: o que se sabe até agora

O terremoto de 7.3 graus de magnitude que atingiu, na noite de domingo (12), a fronteira entre o Irã e o Iraque matou ao menos 335 pessoas e deixou 3.950 feridas, segundo a agência iraniana de notícias Irna. Uma organização de ajuda humanitária iraniana diz que 70 mil pessoas precisam de abrigo.

O epicentro do tremor foi localizado 32 km a sudoeste da cidade iraquiana de Halabja (cerca de 300 km a noroeste de Bagdá), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Os tremores foram sentidos na Turquia, em Israel e no Kuwait.

A província iraniana de Kermanshah foi a mais atingida, com 328 mortos.

"Eu estava jantando com meus filhos e de repente o prédio estava dançando no ar. Primeiramente eu pensei que fosse uma bomba enorme. Aí eu ouvi todo mundo gritando 'terremoto'", disse Majida Ameer, mãe de três filhos em Bagdá, à agência Reuters.

O repórter da BBC Rami Ruhayem, que estava em Irbil, no Iraque, diz que os tremores duraram mais de um minuto. "Por alguns segundos não dava para identificar o que era, não tinha certeza se era um tremor pequeno ou apenas minha imaginação", disse. "Mas logo não havia mais dúvida, já que o prédio começou a balançar de um lado para o outro."

A maioria das vítimas estava na cidade iraniana de Sarpol-e Zahab, a 15 km da fronteira, segundo informações do canal estatal do Irã. Os principais hospitais da cidade foram severamente danificados, o que complicou o atendimento aos feridos.

Ao menos oito vilarejos foram atingidos, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã. O trabalho das equipes de resgate está sendo prejudicado por cortes de energia, interrupção do sistema de telecomunicação e riscos de desabamento.

Tremor ao vivo

No lado iraquiano, os maiores estragos foram na cidade de Darbandikhan, a 75 km ao leste da cidade de Suleimaniya, na região predominantemente curda do país. Ao menos sete pessoas morreram e 321 ficaram feridas no Iraque.

"A situação ali é muito crítica", disse à Reuters o ministro da Saúde da região autônoma curda Rekawt Hama Rasheed.

O canal de TV curdo estava em uma transmissão ao vivo quando o terremoto começou. A emissora divulgou no Twitter um vídeo mostrando a reação de um apresentador e de um convidado aos tremores.

A ocorrência de terremotos no Irã é grande porque o território do país está sobre o encontro de duas placas tectônicas. Em 2003, um terremoto na cidade de Bam deixou mais de 30 mil mortos.

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