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Carne dos 84 bois mortos por raio no interior de São Paulo não poderá ser consumida

Altieres Pimenta / Arquivo pessoal
Um raio matou 84 cabeças de gado em Pedregulho, na região de Franca, interior de São Paulo Imagem: Altieres Pimenta / Arquivo pessoal

Da BBC Mundo

06/01/2018 11h50

A carne dos 84 bois mortos por conta de um raio em Pedregulho, no interior de São Paulo, não poderá ser aproveitada para consumo.

O Ministério da Agricultura brasileiro recomenda que os cadáveres sejam queimados e enterrados. O órgão disse à BBC que a qualidade da carne do gado atingido pela descarga elétrica não pode ser garantida.

"Nesses casos (de morte por raio) o sangue dos animais coagula rápido, não ocorrendo a hemorragia, um passo crucial para evitar a contaminação", disse um porta-voz da pasta.

O gado morreu nesta semana durante uma tempestade que atingiu Pedregulho, na região de Franca, em São Paulo. Os animais, que pertenciam à Fazenda Cabreúva, se refugiaram debaixo de uma árvore e foram atingidos por um raio.

É o maior número de cabeças de gado mortas por raio registrado no Brasil nos últimos anos.

O prejuízo estimado é de R$ 300 mil, segundo um dos donos da fazenda.

Animais são vítimas comuns

A morte de animais por raios não é algo raro.

Segundo especialistas, ela poderia representar quase 80% dos incidentes fatais com o gado nos Estados Unidos.

Por viver ao ar livre, o gado está mais exposto às mudanças do tempo.

Durante tempestades, os bois tendem a se juntar e procurar abrigo em árvores, tornando-se alvo fácil para os raios.

Os especialistas asseguram que 70% das pessoas sobrevivem após serem atingidas por um raio, uma porcentagem maior do que a que se dá entre o gado.

Isso acontece porque sua massa corporal é maior, o que significa um dano maior aos tecidos por causa da descarga elétrica. E também porque é muito raro que um raio caia diretamente nas pessoas. Normalmente, as pessoas são atingidas pela descarga elétrica distribuída pelo chão.