Atiradora fere pelo menos três e é encontrada morta em sede do YouTube nos EUA

Pelo menos três pessoas foram feridas por tiros na sede do YouTube em San Bruno, no norte da Califórnia, na tarde desta terça-feira.

Segundo a polícia local, uma mulher foi encontrada morta após um aparente suicídio - e é a principal suspeita dos disparos. Ela foi identificada como sendo Nasim Aghdam, uma californiana de ascendência iraniana que publicava vídeos no site. Em um deles, acusou a plataforma de discriminação e a criticou por filtrar suas postagens.

Porta-vozes de hospitais locais informam que entre os feridos há uma mulher de 32 anos e um homem de 36 anos, ambos em estado grave, e uma mulher de 27 anos em condição estável.

Mais de mil funcionários trabalham no conjunto de prédios do YouTube, em San Bruno. Entre eles estão engenheiros, equipes de vendas, marketing e conteúdo.

Pelo Twitter, o presidente Donald Trump disse que foi informado sobre o caso, mandou condolências para vítimas e familiares e elogiou a agilidade da polícia.

Fundado em 2005 e comprado no ano seguinte pela Google, o YouTube é a plataforma de vídeos online mais popular do planeta.

Atiradora

O episódio chama atenção pela suposta autoria dos disparos: segundo um estudo recente do FBI, de 160 tiroteios similares registrados entre 2000 e 2013, apenas 6 foram conduzidos por mulheres.

Extremamente raros, os casos de atiradoras mulheres representam 3,8% do total, segundo o órgão de investigação americano.

"Encontramos uma pessoa morta no prédio com um disparo contra si mesma ", disse o chefe da polícia de San Bruno, Ed Barberini, em entrevista coletiva. "É uma mulher, mas a investigação ainda está em andamento."

A investigação aponta que os disparos teriam ocorrido em um café no térreo da sede do YouTube.

As forças de segurança de San Bruno evacuaram o local minutos após receberem "dezenas de ligações" sobre o incidente.

Parte dos feridos foram levados para o Zuckerberg Hospital, inaugurado em 2016 após uma doação de 75 milhões de dólares (ou aproximadamente R$ 250 milhões) do dono do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua esposa, a pediatra Priscilla Chan.

O hospital da univeridade de Stanford informou que recebeu "quatro ou cinco pacientes" vindos da sede da empresa.

A Google, dona do YouTube, informou que está apoiando as investigações da polícia e a situação dos enviados para hospitais.

Marcha pelas nossas vidas

A notícia surgiu pelo Twitter, quando Vadim Lavrusik, funcionário do YouTube, escreveu que estava com colegas em uma sala se protegendo de "um atirador na sede do YouTube".

Minutos depois, Lavrusik informou que havia sido retirado do prédio em segurança.

Um gerente da empresa, Todd Sherman, disseem seguida que se sentiu em "um terremoto".

"Olhei para baixo e vi o sangue no chão e nas escadas", afirmou.

Novos tuítes de funcionários começaram a surgir e, em poucos minutos, câmeras de TV em helicópteros começaram a mostrar funcionários deixando o prédio com as mãos sobre a cabeça - cena semelhante à vista por milhões de americanos há menos de dois meses, quando um atirador deixou 17 mortos e 17 feridos em uma escola na Flórida.

No último dia 24, uma multidão estimada em 1,5 milhão de pessoas participou de protestos em todo o país pedindo por regras mais rígidas para o acesso a armas no país.

Organizadores da "Marcha pelas nossas vidas" comentaram o novo tiroteio pelo Twitter, mandando condolências para os afetados.

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