Militantes aguardam último discurso de Lula antes de prisão no Paraná

Celulares em riste, bandeiras vermelhas e ao som helicópteros, o clima é de incerteza e expectativa para o último discurso de Lula em São Bernardo do Campo antes de ser preso. A sexta-feira foi de dúvidas também sobre o que o ex-presidente faria diante da ordem do juiz Sérgio Moro de se entregar voluntariamente à Polícia Federal até as 17h.

Mesmo depois de quase duas horas de prazo esgotado, o petista ainda não havia subido ao palanque para falar aos militantes que rodeavam o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ele foi visto de uma janela acenando ao público e tirando fotos com quem o acompanhava de dentro do prédio.

Enquanto isso, figuras da esquerda se alternavam no microfone e no carro de som, como os pré-candidatos à presidência Manuela D'Ávila (PC do B) e Guilherme Boulos (PSOL); e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Em discurso, Hoffmann afirmou que Lula ficaria no sindicato, em local público e conhecido, esperando pela Polícia Federal.

"Eu queria deixar claro que não há por parte do presidente Lula nenhum descumprimento da sentença do mandado de prisão do juiz Sérgio Moro. Ele tinha a opção dada pelo juiz e não exerceu essa opção. Ele está aqui no Sindicato dos Metalúrgicos, um lugar público. Muitas pessoas sabem onde ele está. Aliás, o mundo sabe onde ele está. E aqui ele permanecerá junto com a militância", afirmou a presidente nacional do PT.

Militantes também homenagearam, no ato, a vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada na capital fluminense no último dia 14.

Madrugada no sindicato

Após sua prisão ser decretada, Lula se encaminhou no final da tarde de quinta-feira para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, um local de grande simbolismo para o ex-presidente por ter sido onde ele despontou como líder sindical e iniciou sua carreira política.

Ele passou a noite no local, reunido com apoiadores e lideranças sindicais e de outros partidos além do PT. Discutia-se qual seria sua atitude perante o pedido de prisão: cumprir a determinação do juiz federal Sérgio Moro e se entregar na sede da Polícia Federal em Curitiba ou permanecer no sindicato e aguardar pela polícia ali.

A sexta-feira é de grande expectativa não só em torno de qual seria sua decisão como também porque seus advogados entraram com um novo pedido de habeas corpus, desta vez no Supremo Tribunal de Justiça.

A defesa de Lula alegava que era preciso esperar o julgamento dos recursos finais no TRF-4, conhecidos como embargos dos embargos, antes da ordem de prisão. O pedido foi recusado.

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