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1 mês

Ataque russo a shopping center foi 'ato de terror', diz Zelensky

27/06/2022 12h38

Pelo menos 18 pessoas morreram e 59 ficaram feridas no ataque ao centro comercial em Kremenchuk, de acordo com Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do gabinete do presidente.

Pelo menos 18 pessoas morreram e 59 ficaram feridas no ataque a um shopping em Kremenchuk, na Ucrânia, na segunda-feira (27/06), de acordo com Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O governo da Ucrânia disse que o alvo "não tem valor estratégico" para as forças russas e que a Rússia lançou os mísseis enquanto mais de mil pessoas estavam no prédio.

Imagens do local mostram o edifício parcialmente destruído, enquanto as equipes de bombeiros lutam para conter as chamas.

O presidente da Ucrânia disse classificou o ataque como "atos terroristas mais ostensivos da história europeia". Ele diz que a Rússia de Putin é "a maior organização terrorista do mundo".

"Atingiram um shopping center com mais de mil civis dentro", disse Zelensky. "Está pegando fogo e as equipes de resgate estão tentando apagar as chamas. O número de vítimas é impossível de imaginar."

"(O local) não representava nenhuma ameaça para o exército russo. Nenhum valor estratégico. As pessoas só queriam viver uma vida normal, o que irrita tanto os ocupantes. A Rússia continua atacando pessoas comuns. É inútil esperar que seja razoáveis ou humanos."

O prefeito de Kremenchuk, Vitaliy Meletskiy, disse em uma publicação no Facebook que o bombardeio atingiu um local "muito lotado".

Ele disse que estava no local, mas não informou se algo mais foi atingido e quantas pessoas foram mortas ou feridas.

Reação mundial

Líderes mundiais, incluindo dos Estados Unidos e Reino Unido, reagiram ao ataque mortal.

"O mundo está horrorizado com o ataque de mísseis da Rússia hoje, que atingiu um shopping ucraniano lotado", disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

Ele acrescentou que os Estados "continuarão apoiando a Ucrânia" e responsabilizando a Rússia.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o ataque mostrou a crueldade e a barbárie do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Enquanto a cúpula do G7 está em andamento, vários líderes prometeram apoiar a Ucrânia, financeira e militarmente, pelo tempo que for necessário.

As Nações Unidas também condenaram o ataque com mísseis, chamando-o de deplorável.

Alexander Rodnyansky, conselheiro do presidente da Ucrânia, disse à BBC que o ataque é "apenas mais um sinal de que a Rússia... não se importa com o que o mundo civilizado pensa ou planeja fazer. E, obviamente, que não quer seguir nenhuma regra".

Rodnyansky diz que o presidente Vladimir Putin já havia alertado que ataques de longo alcance como este aconteceriam se a Rússia considerasse que "o Ocidente está agindo demais para ajudar a Ucrânia a se defender".


- Este texto foi publicado originalmente em http://bbc.co.uk/portuguese/internacional-61957511

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