Gene defeituoso dobra risco de câncer de mama, diz estudo

da BBC, em Londres

Cientistas britânicos anunciaram ter descoberto que mulheres que possuem uma cópia com defeito de um gene chamado PALB2 teriam duas vezes mais risco de desenvolver câncer de mama.

Segundo a pesquisa do Instituto para Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, divulgada na revista científica Nature Genetics, estima-se que o gene PALB2 com defeito cause cerca de 100 casos de câncer de mama a cada ano só no país.

Duas cópias com defeito do gene também poderiam causar sérios problemas sangüíneos em crianças.

O gene PALB2 tem como função fazer reparos em fragmentos de DNA que apresentem mutações, então as pessoas que têm uma cópia defeituosa do gene teriam mais chances de acumular outros danos genéticos, levando a problemas como o câncer.

Mutante

A professora Nazneen Rahman e sua equipe estudou o DNA de 923 mulheres com câncer de mama, e com um histórico da doença na família. Os casos estudados não tinham sua origem nos genes que já foram reconhecidos como causadores da doença: BRCA1 ou BRCA2.

Dez das pacientes com câncer de mama tinham uma cópia com defeito do PALB2, em comparação com nenhuma das 1084 mulheres saudáveis também pesquisadas.

Ter uma cópia defeituosa do PALB2 gerou um risco maior do que o dobro das mulheres desenvolverem câncer de mama.

Apesar da equipe ter estudado apenas mulheres, os cientistas suspeitam que o mesmo gene defeituoso também pode aumentar o risco de câncer de mama em homens.

Crianças

Os cientistas também descobriram que crianças que herdaram duas cópias defeituosas do gene PALB2 desenvolveram um subgênero de um conhecido problema genético chamado anemia Fanconi

O subgênero agressivo da doença não foi causado por nenhum dos 11 genes já conhecidos por serem responsáveis pela anemia Fanconi e foi caracterizado pelo alto risco de certos tipos de câncer, incluindo dos rins e tumores no cérebro.

"Lentamente estavamos começando a descobrir cada vez mais sobre genes que causam câncer em algumas famílias e esperamos que, um dia, possamos usar este conhecimento para ajudar os que têm mais risco de desenvolverem a doença", disse o professor John Toy, da organização britânica Cancer Research UK.

A maioria dos casos de câncer de mama acontecem por acaso. Apenas 5% estão relacionados a um gene herdado conhecido.


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