Para analistas, mudanças na Web em 2007 virão de usuário

da BBC, em Londres

Três especialistas em Internet prevêem uma continuação da influência do internauta nas mudanças que acontecerão na web em 2007, mesmo com a dificuldade que exista em se fazer previsões sobre o assunto.

Ainda que marcas como Google, Yahoo e Amazon sejam familiares aos usuários, os últimos 12 meses já deram sinais de que seus reinados não durarão para sempre.

Em 2006, nomes como YouTube, MySpace, Bebo e Facebook foram os que ganharam as manchetes, ao lado de vários outros sites de relacionamento

O foco nos usuários e em comunidades online deve continuar em 2007, de acordo com Kathy Johnson, da Consort Partners, uma empresa do Vale do Silício que vem recomendando às empresas que estão iniciando suas operações a se focarem no “Web 2.0”.

A Web 2.0 é a segunda geração de serviços baseados na web, como sites de relacionamento, wikis (sites que permitem ao usuário agregar ou editar informação do mesmo), instrumentos de comunicação e ‘folksonomias’ (sites que permitem a categorização coletiva de informação).

Comunidades

A grande tendência entre as empresas baseadas na Web será a “atualização da personalização”, diz Johnson. Com isso, ela quer dizer que as empresas tentarão explorar a informação gerada pelas comunidades que surgirem na Internet.

Ela diz que sugestões de livros e CDs feitas por lojas como a Amazon não têm a confiança das pessoas porque não se têm certeza de como elas são feitas. Por outro lado, os usuários tendem a confiar mais em recomendações vindas de grupos de interesse que eles participem.

“É por isso que todas as empresas estão falando em gerenciamento de reputação e associando com a personalização, pois assim, as recomendações têm a confiança do usuário”, afirma Johnson, para quem os sites como o Last.fm e Mog puxam a fila da nova tendência, que deve crescer nos próximos meses.

Para o empresário Philippe Courtot, 2007 deve ser um ano de profundas mudanças na indústria de tecnologia e que os produtos baseados na Web também devem ganhar espaço.

A facilidade e velocidade com que os programas baseados na rede estão sendo combinados estão fazendo com que mais e mais empresas se perguntem como elas podem criar os softwares que elas usam para manter suas organizações funcionando.

“Não é mais possível desenvolver softwares à moda antiga”, explica Courtot, fundador e presidente da empresa de segurança online Qualys. “Os custos de distribuição e suporte são cada vez maiores e a satisfação dos clientes só diminui”.

Ao invés de comprar uma licença para o programa e desenvolver os aplicativos sozinhas, cada vez mais companhias estão procurando empresas que possam oferecer software através de um browser.

Com os consumidores começando a ficar mais escassos, ele prevê um aumento na quantidade de fusões e aquisições entre empresas, já que empresas de software tendem a se canibalizar para permanecer no ramo. “Vai haver uma consolidação”, afirma Courtot.

Telefonando

Para Martin Illsley, diretor de pesquisa na Europa da consultoria de tecnologia Accenture, esteb ano terá grandes avanços na tecnologia – especialmente na área da telefonia celular.

Com os números de aparelhos com câmera chegando ao seu limite, novidades radicais podem aparecer, aumentando o poder do consumidor e deixando as empresas em situação desconfortável.

“Telefones com câmera permitirão a comunicação entre consumidor e empresa através de imagens, além de telefonemas e e-mails”, diz Illsley. “Os consumidores ficarão mais aptos a fazer reclamações usando imagens tiradas do produto em questão”.

Para as empresas, o lado negativo é o de permitir que os consumidores usem imagens dos produtos com problemas usando imagens. Contudo, empresas com mais visão, diz ele, se aproveitarão para utilizar informações captadas através das imagens e que não poderiam ser usadas de nenhuma outra maneira.

Illsley também espera que este ano veja novas tecnologias – em especial robôs e sensores remotos – fazendo mais parte da vida diária do consumidor, uma vez que seus custos devem cair.

“Novas gerações de serviços feitos por robôs não serão muito inteligentes, mas prestarão assistência barata para tarefas como empacotamento, limpeza, e checagem, por exemplo”.


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