Em viagem curta, Lula participa de posse no Equador

da BBC, em Londres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira em Quito, no Equador, da cerimônia de posse do presidente eleito, Rafael Correa.

A viagem de Lula será curta. Ele fica no país pouco mais de cinco horas, e nem sequer participa do almoço em homenagem aos chefes de Estados e convidados.

Será o primeiro compromisso público do presidente Lula desde as férias no Guarujá, que começaram no dia 5.

Decidida na última hora, a viagem começou a ser planejada no início da semana passada, e só na quarta-feira foi confirmada pelo Palácio do Planalto.

De acordo com o governo brasileiro, as relações entre Brasil e Equador devem se tornar mais próximas no governo de Correa, já que ele e Lula têm uma visão parecida em relação aos temas regionais e de política internacional.

"A presença do presidente Lula na cerimônia reflete a disposição do Brasil de aprofundar os laços com o Equador, país com o qual nossas relações já vem se adensando nos últimos anos", afirma uma nota do Itamaraty sobre a viagem.

Mercosul

Correa deve participar como convidado da reunião de cúpula do Mercosul, que acontece no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. O Equador tem interesse em entrar no bloco.

Lula foi o primeiro presidente a cumprimentá-lo após a vitória, e Brasília foi a primeira cidade visitada por Correa depois de eleito.

A visita do equatoriano tinha por objetivo atrair investimentos brasileiros na área de petróleo e na construção de um grande projeto intermodal de transportes que ligaria Manaus ao porto de Manta, na costa equatoriana.

Não ouviu nenhuma promessa, mas a participação de Lula na posse pode indicar que o Brasil não quer deixar todo o espaço aberto para o presidente Hugo Chávez, que apresenta Correa, assim como o boliviano Evo Morales, como um de seus "pupilos" na onda de presidentes esquerdistas na região.

A Petrobras já tem investimentos no Equador. Desde 2002, já investiu mais de US$ 460 milhões (acima de R$ 1 bilhão), com a criação de 1,4 mil empregos no país.

O interesse do Equador é que a empresa brasileira faça investimentos no setor de refino, para que o Equador deixe de depender da exportação de petróleo bruto e aumente a produção de derivados.

Empresas brasileiras também estão envolvidas na construção da Hidrelétrica de São Francisco, que será responsável por 12% da energia gerada no país. Nos últimos dez anos, os créditos oferecidos pelo BNDES e Banco do Brasil para projetos deste tipo chegaram a US$ 1,5 bilhão.

No ano passado, o comércio bilateral somou US$ 903 milhões, com US$ 843 milhões de exportações brasileiras e US$ 30 milhões de importações.


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