Etiópia inicia retirada de tropas da Somália

da BBC, em Londres

Cerca de 200 soldados da Etiópia foram vistos nesta terça-feira deixando a capital da Somália, Mogadíscio, quatro semanas depois de terem cruzado a fronteira para ajudar tropas do governo a derrotarem uma milícia islâmica.

"Começando hoje, vamos retirar nossas forças de Mogadíscio", disse o general etíope Suem Hagoss em uma cerimônia onde os líderes de milícia entregaram as armas.

O primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, disse à BBC que a retirada iria acontecer em três fases.

A União Africana está tentando estabelecer uma força de paz para substituir os soldados etíopes.

Mas até agora apenas Uganda e o Malaui afirmaram que iriam enviar soldados para a Somália.

"Heróico"

O general Hagoss afirmou que as forças etíopes estão reduzindo o número de soldados no país, mas não especificou quantos soldados irão se retirar antes que as forças de paz da União Africana sejam enviadas.

"O heróico Exército da Etiópia apoio o governo de transição para restaurar a normalidade ao país depois de 16 anos de violência", disse o vice-premiê somali Hussein Mohamed Aidid, à agência de notícias France Presse.

Mas o primeiro-ministro somali, Mohammed Ali Ghedi, negou que os etíopes iniciaram a retirada da Somália, afirmando que eles ficariam no país até que os soldados da União Africana consigam chegar ao país.

Integrantes da União das Cortes Islâmicas (UCI), que tinham tomado o controle de grande parte do sul da Somália, foram expulsos da capital Mogadíscio no mês passado, com ajuda das forças etíopes.


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